Foi essa a pergunta feita por um aluno a um professor, em uma saída de campo para estudos, de um curso de Pós-gradução.
E o que eu estava fazendo lá?
Bom, estava lá para dar o ponta-pé inicial em um projeto que envolveria a produção de uma espécie de documentário sobre a História e Geografia do Paraná.
Fui surpreendido com a pergunta do aluno e logo pensei: Isso dá muito o que falar, ou que escrever…
O que leva as pessoas a associarem a publicidade, a propaganda ou o marketing com uma ação maléfica de “marketeiros” que vivem criando campanhas que instiguem o consumidor a comprar, mesmo que compulsivamente? Ou ainda, porque algumas pessoas criaram uma barreira tão grande entre elas e a publicidade a ponto de associá-la diretamente com a mentira ou com a intenção proposital de enganar?
É verdade que em algum momento das nossas vidas já nos deparamos com alguma campanha publicitária com fortes apelos para o consumo de determinado produto ou serviço que considerássemos totalmente inútil. Isso é normal. E algumas vezes nós já consumimos esses produtos ou serviços. Isso também é normal.
A publicidade e o marketing não mentem. O que acontece nos dias de hoje é que a competição entre marcas é muito grande. Para cada produto ou serviço, são milhares de marcas estabelecendo comunicação direta com o consumidor. Isso cria a competição. E a competição faz com que as empresas utilizem apelos diferentes, todos voltados para a conquista da preferência do consumidor.
Os profissionais de marketing e as agências de comunicação estão cada vez mais preparados para criarem campanhas que estimulem o consumo. Isso graças a profissionalização da área e o casamento entre marketing e psicologia. Ou você acha que o marketing não trabalha com necessidade, motivação, satisfação e a teoria cognitivista?
Um bom exemplo da utilização da psicologia, no marketing, é Maslow. A pirâmide das necessidades é perfeita para explicar a relação de consumo. Um produto ou serviço só é ofertado para um determinado prospect se ele tiver potencial para adquiri-lo. E o mesmo só irá fazê-lo se o produto ou serviço suprir suas necessidades.
Isso é verdade sim. Pense em produtos ou serviços que nunca foram ofertados a você. Você não tem potencial para consumí-los. Não estou falando de dinheiro, mas sim de necessidades.
E aí: a PUBLICIDADE mente?
