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Arquivo por junho 12th, 2009

Social Media – Tecnisa Parte 1 jun 12

Uma notícia recente movimentou o mundo das Redes Sociais. A Tecnisa, empresa do ramo de construção civil, vendeu um apartamento pelo Twitter. Isso mesmo. Um apartamento no valor de 500 mil reais. Não só as Redes, mas diversas empresas que investem em Social Media, devem ter se perguntado: como uma empresa vende um imóvel através do Twitter?

Bom, mas esse não é o assunto principal desse post. O fato é que, com um trabalho que começou em 2001, a Tecnisa virou hoje uma referência em como explorar com êxito as Redes Sociais. Roberto Aloureiro, gerente de marketing em Redes Sociais da empresa, esteve no Social Media Brasil e fez uma palestra irretocável sobre o histórico de investimentos da empresa na internet.

A internet tem hoje três tipos de usuários (personas): o turista, o imigrante e o nativo. Os dois primeiros nasceram na época do telégrafo, da correspondência via carta, do telefone fixo e da máquina de escrever. A diferença é que o imigrante é de uma geração mais nova e soube absorver melhor as novas tecnologias. O último dos três usuários é “de casa”. O nativo já nasceu com todas as tecnologias a disposição e vive desde sempre com elas.

- Para o turista, internet é sinônimo de conta de e-mail, conta de orkut (criada por um imigrante ou nativo e quase nunca acessada), Google e declaração de Imposto de Renda. Para ele o celular serve apenas para fazer e receber chamadas.
- Para o imigrante, internet é tecnologia. Facebook, Twitter, iGoogle, msn, skype, youtube, blog. Ele está ligado em tudo que aparece. Para ele, celular serve para enviar e receber sms, acessar internet etc.
- Para o nativo, internet é o quintal de casa. A palavra de ordem é Redes Sociais. Essa pessoa faz tudo pela internet ou via celular. Isso é natural, faz parte da sua vida. Geralmente, antes de comprar um produto, escolher assistir um show ou um filme no cinema, consulta a opinião de amigos e até de pessoas que nunca viu antes.

O ambiente corporativo impõe algumas barreiras para a Inovação:
1. O dono: ele só quer saber se isso vai dar dinheiro.
2. O departamento de TI: geralmente na opinião deles tudo deve ser bloqueado.
3. O departamento de marketing: Quando gerido por um “tiozão”, as ações geralmente ficam restritas e tendem a nunca inovar.
4. A agência: Algumas empresas têm “gênios” que criam ações mirabolantes, mas que muitas vezes não funcionam.
5. A zona de conforto: Esse é o estágio mais avançado, quando a empresa acredita ter feito tudo que podia e fica estagnada.

Frente a essas barreiras fica a pergunta:
É necessário a empresa ter uma mudança de cultura ou uma cultura de mudança?
Creio que seja a cultura de mudança, pois a tecnologia se reinventa a cada dia.

No próximo post falarei mais sobre a cultura da Tecnisa. Não percam!