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Arquivo por agosto, 2009

Atendimento Nota ZERO! ago 28

Esse artigo tive acesso seguindo o Administradores.com.br no Twitter. É muito bom e retrata o atendimento de muitas empresas. Resolvi compartilhar para que isso nunca aconteça com a empresa ou clientes de vocês!

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Jerônimo Mendes
Administrador e Palestrante
Autor de Manual do Empreendedor (Atlas)

Depois de muita insistência da área de pós-venda ou telemarketing, seja lá o que for, dia desses levei o carro para uma revisão do tipo “relâmpago” e programada, pelo menos foi o que me disseram, na concessionária mais próxima da minha casa, cujo atendimento foi marcado para 13 horas, com previsão de 45 a 60 minutos para conclusão do serviço.

Considerando minha agenda de trabalho, imaginei que o tempo era mais do que suficiente para uma rápida verificação e, por conta disso, eu cheguei um pouco mais cedo, para facilitar o trabalho do técnico e também o meu, é óbvio, afinal, tempo é dinheiro, como diz o ditado. Além do mais, o que é combinado não é caro, digo sempre.

De fato, quando cheguei lá, o atendimento estava agendado, conforme combinado por telefone, mas cadê o miserável do técnico? Simplesmente sumiu. O tempo foi correndo, 13:10, 13:15, 13:20 e, é claro, eu cada vez mais impaciente. A mudança no meu semblante era visível. Não era necessário esbravejar nem ofender a moça que, apesar de sorridente e ajeitadinha, só demonstrou a falta de preparo na hora de abrir a boca.

Esse negócio de atendimento é interessante, algo digno de tese. Como bom observador do mundo corporativo, tenho colecionado algumas pérolas para ilustrar minhas aulas e palestras e confesso que, quanto mais a gente vive, mais a gente aprende. E, o que é ainda mais surpreendente, parece que quanto mais a gente fala, pede, implora e treina, pior.

Decorridos exatos trinta minutos do tempo originalmente programado, decidi entrar em ação. Na verdade, até demorei um pouco, mas, por ser um cliente antigo, fui extremamente educado. Eu estava num dia bom e imaginei que algo mais sério pudesse ter ocorrido.

- E então, Zoraia (nome fictício), por onde anda o Cibalena (outro nome fictício)? Faz mais de 30 minutos que eu cheguei e nada. E vocês ainda chamam isso de revisão programada? Apesar da cara fechada, eu estava calmo e quis apenas exercer o meu direito de protesto quando fui interrompido pela tal da Zoraia, equipada com duas covinhas na face e a boca cheia de dentes brancos, própria para desmontar semblantes do tipo carrancudo feito o meu.

- Um instante, seu Jerônimo, vou verificar novamente, afinal, ele já devia ter chegado. Ao telefone, alguém da oficina deve ter dito onde o traste do Cibalena estava e, de posse do sorriso eletrizante, a tal da Zoraia não teve o menor constrangimento para me dizer com todas as letras: – aguarde mais um pouquinho, seu Jerônimo, que ele está sentado no trono!

Caramba, pensei comigo, devo merecer tudo isso. Enquanto eu tentava encontrar uma saída para aquele comentário infeliz, sem saber se ria ou procurava o gerente da oficina, a sósia da Monalisa ainda foi capaz de arrematar aquele triste diálogo: – calma, seu Jerônimo, quando ele voltar o senhor oferece o cotovelo para ele em vez da mão.

Depois de tudo, resolvi cair fora. Era o melhor a fazer para controlar a raiva, cumprir a agenda e não ter o desprazer de apertar a mão do infeliz que deveria estar desfalecido no trono. Minha intenção aqui não é apenas descontrair, mas demonstrar o quanto ainda temos por fazer em termos de desenvolvimento de pessoas. Do episódio em questão, deixo aqui três lições importantes para reflexão, afinal, afinal, isso é comum é acontece na maioria das empresas, em diferentes níveis e versões.

  • Pessoas que não fazem o que gostam devem ser orientadas diante de qualquer deslize; e se cometerem com frequência devem ser substituídas rapidamente para não comprometer o negócio;
  • Treinar funcionários não é suficiente; é necessário acompanhá-los de perto e avaliá-los periodicamente para o seu próprio bem;
  • O respeito ao cliente é algo tão básico que deveria ser objeto constante de treinamento, reunião, leitura, reflexão, mudança e, principalmente, de demissão em caso de escassez.

Um pouco melhor do que isso, somente o dia em que eu fui visitar uma grande rede de lojas com um amigo de trabalho e a recepcionista, recém-admitida, anunciou ao telefone para o diretor: – Seu fulano, tem dois “caras” aqui embaixo para falar com o senhor. Portanto, pense nisso, faça diferente e seja feliz!

Precisa-se de Profissional. Com experiência ou vícios? ago 26

É comum nos depararmos com cartazes em vitrines de lojas ou portas de empresas com a celebre frase: “Precisa-se de profissional. Com experiência”. Mesmo já tendo passado por essa frustrante fase onde constatamos que não servimos pra nada, pois todas as oportunidades de emprego pedem experiência e não temos, meu interesse nesse post não é declarar guerra levantando a bandeira dos jovens sem experiência de mercado, mas sim alertar as empresas que elas podem estar desperdiçando uma boa oportunidade de contratar gente nova, sem vícios e jeitinhos.

Até que ponto vale a pena exigir que um candidato a funcionário tenha uma experiência, que pode ser mais um vício? Por que não investir em um profissional novo (que seja jovem ou não), mas que não venha com heranças de manias e jetinhos para resolver as coisas? Entendo que dependendo da área de atuação do profissional ou do segmento da empresa, é necessário uma capacitação diferenciada para assumir um cargo, mas em termos gerais esses absurdos de exigência estão ligados à vagas que podem muito bem ser supridas por novos profissionais.

Vendedor, atendente, caixa, repositor, essas funções podem muito bem ser ocupadas por profissionais que estejam cheios de vontade de aprender e comprometimento com a empresa. Contratar alguém com a dita experiência, pode ser mais custoso financeiramente e gerar muito prejuízo para o desempenho da empresa, exposição de marca, etc.

Apostar em talentos novos (quando falo ‘novos’ não é necessariamente relacionando com idade) pode significar uma mudança de postura de um departamento ou equipe. O grande segredo está em saber fazer a gestão de pessoas da forma correta, orientando esse novo profissional para as polítcas da empresa, missão, visão de futuro e investindo em treinamento.

Para que tenhamos um mercado mais forte e um país melhor desenvolvido, precisamos passar logo por essa geração que tem alguns “profissionais malandros” e iniciar uma nova geração, de gente comprometida consigo mesmo e com a empresa para qual trabalha.

Branding: Fazer a Gestão da Marca ago 17

No lançamento da nossa revista, em maio desse ano, abordamos uma matéria que falava sobre “Branding: criando marcas de valor”. Inclusive postamos aqui no Blog a matéria na íntegra.

Hoje (17/08/09), o site www.administradores.com.br divulgou uma notícia do Daniel Limas, do Catho Online. Depois de ler, tive a certeza de que era necessário compartilhar com vocês, porque ele escreve coisas bem legais sobre ser fundamental para os negócios a Gestão da Marca e como fazer isso de maneira correta.

Bom, é só lendo bastante e pesquisando que aprendemos!

Um ótimo aprendizado a todos!

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Atualmente, a relevância, o tamanho, as vendas e os lucros de uma empresa estão intimamente associados com as suas marcas. Bons produtos ou serviços já não garantem excelentes resultados, principalmente porque as diferenças entre os concorrentes são pequenas. Para conseguir se distanciar de seus competidores, as organizações têm se preocupado cada vez em fazer a gestão de suas marcas, o que podemos chamar de branding.
E por marca, não devemos entender apenas o nome do produtou da empresa. Também não é só uma logomarca, uma embalagem ou uma propaganda bem feita. É muito mais que isso. É como toda a sociedade e, principalmente, o consumidor enxerga e vivencia a marca. Para as empresas, branding é o estudo das marcas, é a análise, o reposicionamento, a criação e a gestão de marcas.

E por falar em marca, mercado, embalagem, propaganda, qual o papel do marketing? Aparentemente, ele está muito próximo do branding, mas há boas diferenças. “Marketing é feito para resolver as demandas mercadológicas, ou seja, cuidar da oferta do produto, da promoção, do ponto de venda e para criar estratégias para potencializar os negócios. Está mais orientado para o consumidor”, explica Luciano Deos, diretor-presidente do Gad’ Branding. “Branding é bem mais anterior. Está relacionado com a estratégia do negócio da empresa, o que envolve a cultura e o posicionamento. Isso reflete os valores do produto e da empresa e devem ser assumidos por todos os públicos, incluindo colaboradores, comunidade, consumidores, fornecedores”, complementa.

Para os especialistas em branding, uma marca só é importante para seu consumidor quando é importante para o funcionário que a produz. “Não existe uma marca forte sem que ela seja forte internamente”, pontua Luciano. Também na opinião deles, a gestão de uma marca deve começar com o presidente da empresa. “Uma marca é tão importante que não pode ficar restrita apenas no departamento de marketing. Toda a estratégia deve estar centralizada no presidente. Ele é o defensor da marca. É ele que motiva seus colaboradores e ajuda a recrutar talentos”, complementa Julio Moreira, professor de Branding da ESPM, em São Paulo.

Nesse sentido, todos os departamentos da empresa estão envolvidos na construção de uma marca forte, a começar pelos Recursos Humanos. “Imagine uma marca que se diz ágil, moderna e simpática e ao atrasar uma fatura, o cliente se depara com um departamento financeiro truculento e agressivo”, compara o professor. Ou então, imagine chegar à recepção de uma empresa para uma entrevista e ser mal atendido. “Os colaboradores são fundamentais para o real sucesso do projeto de branding. Eles são os primeiros consumidores. Se eles não comprarem bem, vão levar adiante a má experiência. O boca-a-boca é uma propaganda muito forte”, explica Jeaninne Carvalho Mettes, sócia-fundadora da Brand Up.

E saiba que essa diferença entre o que a empresa diz sobre suas marcas e o que representa efetivamente para o mercado é muito mais frequente do que imaginamos. “95% dos casos são assim. Há uma lacuna entre o que a empresa é, a sua proposta de valor, o que ela quer ser e o que ela entrega para o mercado. Se há esses vazios, a empresa não potencializa seus valores, não será eficiente e há perda de energia e dinheiro”, explica Luciano.

É mais ou menos o que diz aquele velho ditado: Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento. “Essa é uma triste realidade, sim, infelizmente. Sem citar nomes, na área da telefonia vemos na televisão empresas super modernas e criativas, mas quando precisamos de algum serviço efetivamente, vivemos uma grande decepção”, aponta Jeaninne. E isso pode trazer grandes perdas para as organizações, mais cedo ou mais tarde.

Ter equilíbrio entre o que a empresa promete e o que ela entrega para o consumidor é a essência de um bom branding. Quando isso não ocorre, a solução é concentrar esforços em mudar a forma de fazer a gestão da empresa, o que pode incluir a cultura organizacional. “Se a empresa não faz um bom trabalho interno, não vai entregar um bom produto ou serviço para o consumidor final. E não adianta a empresa se posicionar no mercado com outra imagem. Não adianta fazer apenas uma plástica”, explica o professor. Ou seja, em primeiro lugar, é fundamental arrumar a casa.

Julio ainda aponta um bom exemplo. Atualmente, com a onda da sustentabilidade e da responsabilidade social, muitas empresas aproveitam para se promover e tentar melhorar sua imagem perante a sociedade. “Sei de empresas que plantam 10 mil árvores, que custam, suponhamos, R$ 30 mil, mas gastam R$ 3 milhões para comunicar o plantio. Isso é um falso branding. As pessoas estão começando a perceber isso”, indica.

Esta também é a percepção do Luciano, que acredita que o consumidor esteja realmente mais atento a enganações como essas. “Vivemos em um mundo em transformação. Todos nós estamos mais atentos à postura das organizações. As pessoas estão muito mais críticas e exigem mais do que o produto. Agora, queremos que as empresas sejam sustentáveis. E quem não for, será excluído do mercado”, aponta Luciano.

A tendência é realmente que o consumidor exija mais das empresas. Hoje, os consumidores buscam se relacionar com as empresas. “É natural do ser humano buscar relacionamentos. Hoje, não há só uma transação comercial, há uma relação. E, para se relacionar, você busca aqueles que têm valores parecidos com os seus”, aponta Julio. “A empresa tem de gerar uma percepção de valor. Se você compra uma vez e não gostou, não comprará novamente. Isso explica porque existem canetas que custam R$ 1 e uma outra que vale R$ 100. Ambas têm a mesma função. O que as diferencia é o status, a leveza e a imagem. Não estou falando de qualidade, pois é o mínimo que se espera de um produto”, explica Jeaninne.

Quem ainda não está atento a essa tendência deve se preocupar com isso o quanto antes. Antigamente, as empresas valorizavam em suas propagandas o tamanho do seu parque industrial. Hoje, um aspecto muito valorizado é a tecnologia. “No futuro, talvez já presente, as empresas vão ser mais reconhecidas pelo que fazem e não pelo que falam. Estamos vivendo essa mudança. Hoje, ainda existem muitos discursos exagerados, mas vazios”, alerta Luciano.

FonteEmpregos Catho Online