Na última semana o mundo acompanhou o caso do menino Falcon, de 12 anos, que mora com sua família no Colorado, EUA. A história começou quando suspeitas do menino ter entrado escondido e levantado vôo no balão que seu pai havia produzido em casa, tomou proporções gigantescas, com envolvimento de polícia, mídia e tudo mais.
Passada a história de suspense, que acabou com a descoberta de que o menino estava escondido dentro da própria casa da família – e não no balão, como todos acreditavam – começou o caso de polícia. Em uma das dezenas de entrevistas para a imprensa americana, quando falava para a CNN, o pai de Falcon, Richard, perguntou para o garoto o porque dele não ter respondido aos diversos chamados de busca pela casa. Qual foi a surpresa quando Falcon respondeu: “Porque vocês disseram que estávamos fazendo isso por causa do show”.
A partir daí, a polícia do Colorado intensificou as investigações até concluir que toda essa história não passava de uma farsa, uma ação de marketing da família para ser escolhida para participar de um realit show de um canal de TV. Agora, os pais do “menino do balão” terão de se entender com a justiça, o que pode lhes render até seis anos de prisão e multa de R$ 500 mil.
À parte do caso estúpido, fica uma grande jogada de marketing de guerrilha dessa família, que precisava de alguns minutos de fama para garantir sua participação no tal programa de TV. E isso eles conseguiram muito bem!
A repercussão foi mundial e o caso se arrastou do final da semana passada pelo menos até hoje. E olha que isso ainda deve render muito, mas sem tanta característica de show.
Aproveitando esse gancho, gostaria de lembrar que qualquer ação de marketing, por mais simples e eficiente que pareça, deve ser criada e ter sua execução acompanhada por profissionais sérios e competentes, para que não acabe virando caso de polícia. Imagina se uma agência cria para um cliente uma campanha que começa como um sucesso mundial e termina como caso de polícia… que anti-case seria… além de prejudicar, e muito, a marca do cliente.
Por isso, sempre pense muito bem antes de aprovar qualquer ação e sair por aí dizendo ou fazendo o que quer! Toda ação que envolva uma intervenção no cotidiano da sociedade, com certeza será vista com maior intensidade e, por isso, julgada também!
