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Arquivo por novembro, 2009

O que vale mais: A promoção ou a confraternização? nov 30

É sempre a mesma história. Final de ano chegando e as empresas começam as confraternizações. Festa do setor, amigo secreto, festa da empresa, churrasco na chácara do supervisor, e assim vai…

Até aí tudo bem. Acho válido que as empresas tenham esse momento de descontração e relaxamento depois de um ano de trabalho. Faz bem! Mas o que não entra na minha cabeça foi a cena que presenciei ontem a noite, em um shopping aqui de Curitiba-PR. A campanha anunciava que as lojas estavam com preços promocionais (pelo período de compras para o Natal). Ao chegar no shopping as 19h25, horário em que todas as lojas deveriam estar abertas, encontro justamente a loja em que eu iria comprar um presente, fechada.

A placa dizia: “Volto já”. Ok. Isso é normal. Mas ao prestar atenção em uma outra placa pendurada na porta, me surpreendi ao ler: “Fechamos mais cedo para a confraternização da empresa”. Na hora me perguntei: “Do que adiantou o investimento em mídia para anunciar que a loja estava em promoção se justamente naquele final de semana era a confraternização da empresa?”.

Ora, comentei com a minha noiva que realmente as pessoas são engraçadas. Aposto que se a promoção não sair a contento do dono da loja, ele culpará a mídia, dizendo que “fazer propaganda na TV não adianta”. Mas vai adiantar onde, se justamente no final de semana de promoção a loja fechou mais cedo para confraternizar? O ano pode ter sido maravilhoso, mas espera um pouco… será que tão bom assim que pudesse desprezar as últimas horas de promoção de um shopping lotado? – e estava tão cheio que, mesmo meia hora após o término das atividades das lojas e praça de alimentação, enfrentei uma fila considerável para pagar meu ticket de estacionamento.

Alguém tem que ensinar de uma vez por todas para o pequeno empresário, que só sabe falar mal do grande ao invés de tomar conta do seu negócio, que empresa só cresce quando tem trabalho!

Desprezar uma promoção com apelo tão grande de mídia por uma confraternização que poderia muito bem ter sido feita em outro dia?

O que vale mais: A promoção ou a confraternização?

Para terminar, acabei comprando o presente que precisava em uma outra loja que vendia o mesmo produto. Não me contive. Disse à vendedora que ela ainda venderia muito mais naquele dia, porque o concorrente resolveu fechar mais cedo para festar. Ela sorriu com satisfação e certamente ficou muito feliz com a informação!

Saíram as primeiras marcas mais faladas do Twitter nov 25

Pessoal, publicamos aqui no blog da FWF diversas ações feitas no Twitter por empresas de vanguarda em investimento em tecnologia digital, outras com ações mais simples e que também foram eficazes, bem como o próprio desenvolvimento desta rede social.

Hoje o assunto é: marcas mais faladas (ou twittadas) na rede.

Um estudo inédito do IDG – Instituto Digital, buscou avaliar o comportamento e a influência de diversas empresas através do Twitter.

Veja o texto bacana do Fábio Bandeira de Mello, do www.administradores.com.br:

A utilização do Twitter vem se tornando uma febre não somente para os internautas, mas também para empresas que querem estar mais perto do seu público. Um estudo inédito no Brasil, realizado pela IDG – Intituto Digital, buscou avaliar o comportamento e a influência de diversas empresas através do Twitter. Nesse trabalho foram analisadas 91.145 mensagens trocadas no microblog sobre 50 marcas de relevância nacional, de oito setores econômicos.

A pesquisa apontou que a presença de uma empresa no Twitter é capaz de dobrar a quantidade de mensagens postadas sobre a própria marca nessa rede social. Entre os setores que mais apostam na presença no Twitter estão os segmentos de telefonia e automotivo. Mas, quando se observam os setores com mais penetração (quantidade de mensagens postadas pelas marcas e pelos consumidores) o quadro muda, passando à seguinte ordem: bebidas, telefonia e financeiro.

O trabalho analisou também o grau de propagação das marcas no Twitter. Em média, 11,2% das mensagens postadas sobre as marcas são retransmitidas a outros usuários. No setor de cosméticos, esta taxa chega a dobrar. Entre as marcas mais comentadas no microblog estão a Coca-Cola, Tim, Telefônica, General Motors e Natura.

Dinâmica da Pesquisa

Das 50 empresas pesquisadas, 42% têm perfil no Twitter e postam, em média, cinco mensagens por dia. Estas marcas têm em média 3.053 seguidores.

São os consumidores, entretanto, que lideram as conversas. Ao longo do período analisado, eles produziram cerca de 2.600 mensagens diárias sobre todas as marcas observadas. Embora as empresas que não têm Twitter também sejam muito citadas, o grupo que atua no microblog concentra 74% do volume total de mensagens trocadas no período.

Segundo o consultor do iDig, Claudio Torres, esse trabalho só reforça a tese de que a presença na rede social é de extrema importância para a construção da marca e de um canal de diálogo com os consumidores. Na maioria das vezes, diz ele, os usuários compartilham experiências de consumo e opiniões sobre as marcas. A pesquisa pode ser acessada no site www.idig-institutodigital.com.br.

Uma história curiosa… e real! nov 24

Gente, pra quem vem acompanhando o nosso blgo certamente já percebeu que de vez em quando postamos assuntos que parecem, mas só parecem, que não são ligados à comunicação, marketing, web, e outros assuntos da área.

Hoje eu trouxe uma história que achei muito interessante, isso porque ela retrata a situação de milhares de brasileiros que, tentados pelo “crédito fácil”, acabam por vender suas almas para o diabo.

Até pode parecer que estou sendo contraditório, porque nessa história vai se falar de “propagandas enganosas, abusivas”, mas é justamente por isso que resolvi publicar esse post. Aqui na FWF, nós temos ética acima de tudo. Jamais entraremos em um job que pode ser prejudicial ao consumidor no final das contas!

Leiam e tirem suas próprias conclusões:

Por Lisandro Moraes
Você já deve ter ouvido a expressão “vender a alma para o diabo”.  Ela é utilizada para ilustrar histórias de pessoas que em troca de um favor assumem um compromisso que não conseguem pagar e têm que dar sua alma ao diabo em pagamento.
Nestas histórias, o diabo costuma ser gentil e oferecer enormes vantagens para lhe “ajudar”.

É assim também com o “crédito fácil” no Brasil.

Vou fazer você entender porque tem que ter tanto medo de “crédito fácil” quanto tem do diabo. Até porque os dois são bem parecidos.

O crédito fácil é assim: Propagandas bonitas, tudo é maravilhoso, vantagens e mais vantagens…

“Você é nossa razão de viver.” “Nosso cliente preferencial” “Sem você não somos nada” e outros slogans que deixam você até com lágrimas nos olhos.

Então, você fraqueja e se rende aos encantos de tamanha generosidade e busca uma agência daquela empresa que tem você em primeiro lugar.

Lá chegando é atendido pelo gerente. Um cara muito boa pinta, com um terno vermelho, uma barbicha empapada de gel, um perfume do melhor enxofre francês, um impecável penteado a la capet.

- Venha Sr. Fulano, somos seus amigos e queremos lhe “dar” crédito, muito crédito… ele diz.

Você acredita, fica encantado com tanta educação e gentilezas: ar condicionado, cafezinho, vantagens e mais vantagens…É a salvação para todos os seus problemas, o melhor negócio que você já fez na vida. Bem, na verdade, você nem se lembra porque está ali, mas se aquele rapaz gentil e bem abençoado está lhe dizendo, é porque deve ser!

- Veja Sr. Fulano, é rápido e fácil. Aqui estão: cartões de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos, CDCs. O senhor assina aqui, ali, acolá e pronto! Seu crédito está aprovado!  E sua alma e seu salário serão nossos! Há, Há, Há ….. (risadas demoníacas)

Infelizmente esta última parte, que fala da alma, do salário e das risadas, ele não conta para você.
Você só descobre quando começa a “pagar pelo favor” e vê que não era nada daquilo que havia sido prometido. Então você lê o contrato e descobre a burrada que fez.

- Meu Deus! você fala – O capeta cobra juros, juros sobre juros, multas e mais encargos se eu atrasar. Ele multiplica a dívida se não for pago o favor na data certa. E o valor da parcela que ele havia dito não era esse que está aqui no contrato, que é bem maior.

Você não leu isto no contrato? Estava ali escrito, naquelas letras pequeninas, quase invisíveis ou será que não estava no contrato? Ah, claro, está no contrato que está registrado no cartório de Capetópolis no 666º cartório e cuja cópia lhe foi fornecida quando da assinatura, ou deveria mas não foi. Bem, o que importa é que sua alma terá outro dono se você não pagar sua dívida.

Então você começa a atrasar o pagamento. Agora você deixou o “Coisa Ruim” feliz! Ele sabe que você virou seu escravo e sabe que você não vai conseguir pagar o favor. Ele nunca joga para perder, e ele vai vir para buscar sua alma.

Sua alma e seu esforço serão escravos dos juros. Todo o seu salário será para pagar os juros por aquele favor que ele lhe fez em lhe dar todo aquele “crédito fácil”.

Mês após mês você tenta pagar o favor, mas não consegue. Já falta comida na mesa para sua família, seu salário vai todo para pagar juros, e você não consegue pagar o favor.

Então você recebe uma visita:

- Sr. Fulano, tudo bem? ele pergunta quando você abre a porta.

- Diabo, você por aqui? ? você responde enquanto ele já vai entrando na sala.

Ele coça o cavanhaque e pergunta:
- Já conseguiu aquela grana pra me pagar?

Você responde sem jeito:
- Quase…. Na verdade, ainda não, mas…..

Ele interrompe você e diz:
- Bem, vou mostrar como eu sou bonzinho. Não vou levar sua alma desta vez, mas vou levar seu carro, sua casa e estas outras coisas aqui ó! E isto só vai cobrir os juros viu! Ah, e vou levar seu nome também.

- Meu nome ? você pergunta. Como assim?

- Sim! Vou levar seu nome pro SPC e SERASA. Há, Há, Há ….. (risadas demoníacas). E seu nome vai ficar no purgatório, no mínimo 5 anos…

O diabo vai embora levando tudo, mas deixando você com sua alma e seu trabalho (até porque ele precisa que você trabalhe para continuar pagando os juros!).

Mas ele não vai sossegar, ele vai lhe infernizar dia e noite. Vai mandar seus capetas ligarem para seu celular, para seus vizinhos, parentes e para o seu trabalho.

- Sr. Fulano? Aqui é da parte do diabo! O senhor continua devendo aqueles juros por aquele crédito fácil que ele lhe conseguiu.

Você dirá:
- Eu sei, eu sei, ainda não consegui os R$ 5.000,00! e a voz alterada do outro lado da linha dirá:

- R$ 5.000,00? Não! Agora são R$ 10.000,00! É que o diabo tem que sustentar os seus diabinhos. O senhor sabe como é!

Você fica atônito e não responde nada.

- Bem, se o senhor não pagar teremos que mandar nossa equipe de capetas aí pra falar com o senhor e aí a coisa vai ser pior. Vamos lhe arrancar a alma à força.

Sua alma será levada para o inferno das dívidas e você será atormentado até o dia em que a santa prescrição vier lhe salvar ou até pagar aquela fortuna incalculável que você nunca sonhou ganhar, mas pelo fato de ter pego o crédito fácil, terá que pagar.

Agora você entendeu porque usar crédito “fácil” no Brasil é como vender a alma para o diabo? Conseguiu fazer uma comparação na fábula que conta com a realidade do crédito no Brasil?

Espero que tenha entendido e o mesmo medo que sinta do diabo, sinta do “crédito fácil”. Da próxima vez que lhe oferecem, fuja!

Depois de uma semana… a análise sobre o apagão! nov 18

Pessoal, para aqueles que pensaram que esse post ia ser bem técnico, com informações inéditas vindas direto da sala secreta de Itaipú, me desculpem a decepção, mas o assunto é a análise de marketing em cima do acontecido. Isso mesmo. Análise de marketing. Isso porque o apagão foi uma grande oportunidade para agências e anunciantes aparecerem na mídia com anúncios de oportunidade relacionados com o caos energético que vivemos na última terça-feira, 10/11. E confesso que fui tomar as proporções do apagão somente na quarta-feira pela manhã, pois eu estava em trânsito (viajando de ônibus de Cascavel para Curitiba) quando do ocorrido.

Não demorou muito e o primeiro boletim eletrônico que assino já estampava: “Agência do Fulano cria para Cicrano aproveitando o apagão”. Algumas iniciativas eu realmente gostei, porque pegaram um gancho muito legal, como o anúncio abaixo, criado pela McCan para a Fundação Dorina Nowill:

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Esse tipo de oportunidade que visa divulgar o social é muito bacana, até pela proporção que foi dada para o tema, dizendo que tinha sido um caos, um momento de pânico, etc. Imagina então como é viver num apagão eterno… É de se refletir mesmo!

Outra ações são destacáveis e louváveis até mesmo pela coincidência de ligações, como o anúncio que circulou para divulgar a série da AXN, Flash Forwar, criado pela Publicis. A série vai falar sobre um apagão de 2 minutos e 17 segundos na cabeça de milhares de habitantes do planeta, que durante este lapso terão a visão do futuro das suas vidas:

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Já algumas “oportunidades” são meio bizarras e também por isso gostaria de compartilhar com vocês, como a criada pela agência BorghiErh/Lowe para o famoso K-Y, lubrificante da Johnson & Johnson:

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Eu fico com a ação mais cidadã da McCan!

Enfim, exemplos não faltam para ilustrar o acontecido. A análise de marketing que faço é que realmente uma oportunidade, principalmente ligada à um fator inesperado, de proporções gigantescas e que mexa com o cotidiano das pessoas, será sempre muito bem absorvida pelo mercado e pelos consumidores.

Uma oportunidade pode ser desde um acontecimento da natureza até uma falha humana (que parece ter sido no caso de Itaipú). Basta apenas que a agência e o anunciante tenham uma sacada rápida e eficaz!

E quando até Papai Noel vendia cigarros… nov 03

Para todos que acompanham nosso blog, hoje inauguramos uma nova categoria, chamada de “Memórias”. Ela trará memórias da propaganda e curiosidades de tempos passados… e não poderíamos começar com outra coisa que não as campanhas de cigarro, alinhadas com a época de Natal… é isso mesmo… até o Bom Velinho já vendeu cigarro!

Convido a todos que tenham campanhas, histórias ou curiosidades, que nos enviem através do e-mail felipe@fwfcomunicacao.com que com certeza serão divulgados com os devidos créditos.

Começamos hoje com essa exposição que estará em São Paulo, Rio e Brasília.

por Adauri Antunes Barbosa

Durante anos, a indústria do fumo usou como garotos-propaganda de Papai Noel a bebês, passando por artistas famosos, com o objetivo de fazer acreditar que cigarro fazia bem. É o que mostra a exposição “Propagandas de cigarro. Como a indústria do fumo enganou as pessoas”, em cartaz no Conjunto Nacional, em São Paulo. A exposição chega ao Rio em 2010 e, em seguida, irá para Brasília.

São 63 reproduções de campanhas publicitárias veiculadas na imprensa e na TV dos Estados Unidos entre 1920 e 1950, colhidas pelos professores Robert Jackler, que é médico, e Robert Proctor, historiador da ciência, ambos da Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

A publicidade que foi veiculada é quase inacreditável. Papai Noel manda você fumar. Médicos dizem que, se não consegue parar, o melhor a fazer é usar Marlboro. Para evitar dentes amarelos, dentistas receitam cigarros com filtro. Até bebês participam das propagandas: “Nossa, mamãe, você gosta mesmo do seu Marlboro“. A mãe explica: “Sim, você nunca sente que fumou demais. É o milagre do Marlboro!”. (foto baixo)

Campanha Marlboro

Algumas peças, de uma campanha que defende o cigarro como elemento importante para a pessoa manter a boa forma, até poderiam fazer sucesso hoje. “Para manter um corpo esbelto, ninguém pode negar. Alcance um Lucky ao invés de um doce“, prega o anúncio do Lucky Strike. “Evite aquela papada. Perder a boa forma é mais fácil do que você imagina. Quando sentir vontade (de comer doce, açúcar), alcance um Lucky“, ensinava outro.

Campanha Lucky Strike

”Essa coisa da boa forma contra o doce pegou tanto que a resposta foi a invenção do cigarrinho de chocolate” observa Bob Costa, diretor da agência NovaS/B, que ano passado fez a campanha para o Dia Mundial Sem Tabaco para a Organização Mundial da Saúde e trouxe a exposição para o Brasil.

Segundo ele, as campanhas dos anos 30 até os 50 tinham como atração três eixos: as crianças e a família, a figura do médico e o glamour. Uma propaganda de Lucky Strike afirma: “20.679 médicos dizem que Lucky é menos irritante”, referindo-se à garganta. Peça do Carriel apregoa: “Mais médicos fumam Camel do que qualquer outra marca”.

Campanha Pall Mall

”A exposição mostra como a indústria do cigarro mascarou um problema que hoje sabemos o quanto é grave. No século 20, mais de 100 milhões de pessoas morreram por causa de doenças causadas pelo cigarro, número dez vezes maior que todas as guerras. No século XXI, será um bilhão de mortos. Isso quer dizer que 10 mil pessoas morrem diariamente por causa do cigarro” observa o publicitário Bob Costa.