Subscribe RSS

Arquivo por categoria"Memórias"

E quando até Papai Noel vendia cigarros… nov 03

Para todos que acompanham nosso blog, hoje inauguramos uma nova categoria, chamada de “Memórias”. Ela trará memórias da propaganda e curiosidades de tempos passados… e não poderíamos começar com outra coisa que não as campanhas de cigarro, alinhadas com a época de Natal… é isso mesmo… até o Bom Velinho já vendeu cigarro!

Convido a todos que tenham campanhas, histórias ou curiosidades, que nos enviem através do e-mail felipe@fwfcomunicacao.com que com certeza serão divulgados com os devidos créditos.

Começamos hoje com essa exposição que estará em São Paulo, Rio e Brasília.

por Adauri Antunes Barbosa

Durante anos, a indústria do fumo usou como garotos-propaganda de Papai Noel a bebês, passando por artistas famosos, com o objetivo de fazer acreditar que cigarro fazia bem. É o que mostra a exposição “Propagandas de cigarro. Como a indústria do fumo enganou as pessoas”, em cartaz no Conjunto Nacional, em São Paulo. A exposição chega ao Rio em 2010 e, em seguida, irá para Brasília.

São 63 reproduções de campanhas publicitárias veiculadas na imprensa e na TV dos Estados Unidos entre 1920 e 1950, colhidas pelos professores Robert Jackler, que é médico, e Robert Proctor, historiador da ciência, ambos da Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

A publicidade que foi veiculada é quase inacreditável. Papai Noel manda você fumar. Médicos dizem que, se não consegue parar, o melhor a fazer é usar Marlboro. Para evitar dentes amarelos, dentistas receitam cigarros com filtro. Até bebês participam das propagandas: “Nossa, mamãe, você gosta mesmo do seu Marlboro“. A mãe explica: “Sim, você nunca sente que fumou demais. É o milagre do Marlboro!”. (foto baixo)

Campanha Marlboro

Algumas peças, de uma campanha que defende o cigarro como elemento importante para a pessoa manter a boa forma, até poderiam fazer sucesso hoje. “Para manter um corpo esbelto, ninguém pode negar. Alcance um Lucky ao invés de um doce“, prega o anúncio do Lucky Strike. “Evite aquela papada. Perder a boa forma é mais fácil do que você imagina. Quando sentir vontade (de comer doce, açúcar), alcance um Lucky“, ensinava outro.

Campanha Lucky Strike

”Essa coisa da boa forma contra o doce pegou tanto que a resposta foi a invenção do cigarrinho de chocolate” observa Bob Costa, diretor da agência NovaS/B, que ano passado fez a campanha para o Dia Mundial Sem Tabaco para a Organização Mundial da Saúde e trouxe a exposição para o Brasil.

Segundo ele, as campanhas dos anos 30 até os 50 tinham como atração três eixos: as crianças e a família, a figura do médico e o glamour. Uma propaganda de Lucky Strike afirma: “20.679 médicos dizem que Lucky é menos irritante”, referindo-se à garganta. Peça do Carriel apregoa: “Mais médicos fumam Camel do que qualquer outra marca”.

Campanha Pall Mall

”A exposição mostra como a indústria do cigarro mascarou um problema que hoje sabemos o quanto é grave. No século 20, mais de 100 milhões de pessoas morreram por causa de doenças causadas pelo cigarro, número dez vezes maior que todas as guerras. No século XXI, será um bilhão de mortos. Isso quer dizer que 10 mil pessoas morrem diariamente por causa do cigarro” observa o publicitário Bob Costa.