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As belas campanhas [enganosas] de banco… mar 15

Ontem estava assistindo TV junto com o pessoal aqui de casa quando nos deparamos com o belíssimo filme de um Banco, no intervalo de um dos programas com maior audência do domingo a noite.

É um filme novo, que convida as pessoas a fazerem as coisas juntos, e não de maneira individual, sozinha, fechada. Lindo. Muito bem produzido. Os apelos são muito bem resolvidos e o romantismo me fez acreditar, mesmo que por alguns segundos, que esse banco realmente queria estar junto com as pessoas para o que der e vier.

Mas, após esse extase causado bela pela produção publicitária, olhei para meu pai e isso bastou. Veio aquela sensação de que não passava de um belo filme de ficção. Tão ficção como Avatar ou Senhor dos Anéis.

Fiquei me perguntando por longos minutos o porque de um banco investir  tanto dinheiro para contar uma história de ficção, enquanto milhares de brasileiros acreditam que isso pode um dia se tornar realidade. Chego a pensar que é uma falta de respeito com o consumidor, tão grande quanto a sensurada Loira Devassa.

Ora, no momento em que mais o cidadão precisar, quando o dinheiro acabar e as contas não, quando a fatura do cartão for maior do que o dinheiro necessário para comprar a cesta básica que alimentará uma família, quando os dias “para pagar sem juro” expirarem, esse banco estará junto da pessoa entendendo que o mercado parou de consumir e por isso o cidadão José foi mandado embora? Que a exportação caiu assustadoramente e a Maria perdeu seu emprego?

Tenho minhas dúvidas. Nesse momento, o maior inferno será a campainha do telefone, que avisará que mais uma vez o banco está junto da pessoa, mas dessa vez para cobrá-la a dívida que aumenta a rítimo assustador, para avisar que o nome da pessoa ja está “sujo na praça” e que toda a história de amor, não passava mesmo de um romance, desses de ficção.

Acredito que o problema maior seja do marketing, que vende um produto que jamais será utilizado pelo cliente, um conceito que só é lindo “visto na TV”. Reforço que a beleza do filme e da campanha publicitária devem ser elogiadíssimos, mas a capacidade de enganar as pessoas e fazê-las acreditar em contos de fadas, deve ser cada vez mais reprimida.

Angra dos Reis – Uma tragédia anunciada jan 05

Hoje falarei sobre um assunto um pouco diferente do foco principal do nosso blog, mas que não pode ser ignorado por nenhum escala de nossa sociedade. A tragédia de Angra dos Reis (RJ).

Já são aproximadamente 50 mortes (e a cada hora esse número sobe),  aproximadamente 500 casas condenadas e uma cidade, das mais belas e visitadas do Brasil, em estado de emergência, desamparada, pedindo socorro.

A chuva que castiga o litoral do estado do Rio de Janeiro, e também vários pontos do país, é conseqüência de atitudes egoístas de homens que não se importam com o que possa acontecer ao nosso planeta num futuro, que não está tão distante como muitos ainda pensam.

Angra dos Reis é mais um alerta da natureza, que clama por respeito e que não vê outra forma de pedir socorro a não ser através de chuvas, ventanias, desmoronamentos, secas, frio…

Tentativas fracassadas por mudanças, como as que acompanhamos pelos noticiários vindos da Dinamarca, só reforçam a preocupação do homem em ter a qualquer custo e retribuir com o mínimo possível.

Hoje as economias que gerenciam as grandes potencias mundiais são tratadas com muito mais importância que o respeito pelo meio ambiente, porém, quando a natureza gritar: “Basta!”, não vai haver dinheiro e tecnologia de ponta no mundo capazes de resolver  anos de degradação e desrespeito à natureza.

E o que o presidente Lula temia, aconteceu. Ele fará parte da foto oficial dos lideres mundiais, que serão lembrados pela eternidade, como aqueles que tentaram salvar o mundo, mas que falharam, esbarrando no orgulho e prepotência, pensando no hoje e ignorando o amanhã.

Angra dos Reis é só mais um aviso. Amanhã pode ser Curitiba, depois Nova Iorque, Paris, Dubai, Tóquio… Não sou biólogo, nem cientista, físico, meteorologista ou pesquisador. Sou um Relações Públicas, cidadão do mundo e, principalmente, alguém preocupado com o futuro do nosso planeta.

Mais um case Twitter – Quem o resistirá? jul 31

No início dessa semana alguns jornais e sites divulgaram o conteúdo abaixo, que eu já havia tido acesso através da Folha de São Paulo (direto do New York Times) e enviado para um Informativo Semanal de Empresários, do qual sou responsável por gerar conteúdo de notícias, já na semana passada.

Como notei que a repercussão foi grande, resolvi disponibilizar para vocês aqui no Blog da FWF também, até porque refere-se à marketing digital e a agência tem trabalhado com muitas soluções nessa linha.

Aproveitem o conteúdo. É uma lição e ao mesmo tempo um convite às novas tecnologias.

Boa leitura!

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Por Claire Cain Miller, do New York Times – Folha de S. Paulo

Três semanas após Curtis Kimball inaugurar seu carrinho de sobremesas em San Francisco, notou que na fila, entre seus amigos, havia uma pessoa que ele não conhecia esperando para comprar um doce. E como o novo freguês o descobriu? Lendo no Twitter.

Para Kimball, que admitiu que até então não havia “realmente compreendido o propósito do Twitter”, a beleza da divulgação digital de freguês para freguês se tornou imediatamente perceptível. Ele criou uma conta e hoje tem mais de 5.400 seguidores que acompanham seus posts sobre os locais que o carrinho visitará e o cardápio de cada dia. “Eu adoraria dizer que tive uma excelente ideia e estratégia, mas na verdade o Twitter foi essencial para o sucesso do meu negócio”, afirma. Muito se disse sobre a maneira pela qual grandes empresas como Dell e Starbucks usam o Twitter para promover seus produtos e se comunicar com os clientes. Mas hoje em dia as pequenas empresas superam de longe em número as grandes companhias entre os usuários do serviço de microblogs.

Para muitas empresas de varejo desprovidas de orçamento publicitário, o Twitter se tornou o único recurso de marketing. É muito mais fácil estabelecer e atualizar uma conta do Twitter do que manter um site. E, porque os donos de pequenas empresas tendem a trabalhar diretamente com o consumidor, a intimidade propiciada pelo Twitter serve bem a eles. As pequenas empresas tipicamente conquistam mais de metade de seus clientes por meio de divulgação feita espontaneamente por outros consumidores, diz Greg Sterling, analista que estuda a influência da web no consumo e nas empresas locais. E o Twitter é uma manifestação digital disso. Os usuários do Twitter escrevem mensagens de no máximo 140 caracteres, e a cultura do serviço encoraja as pessoas a difundir informações entre os amigos que formam suas redes. O Umi, um restaurante de sushi em San Francisco, chega a receber cinco novos fregueses por noite devido a informações que os consumidores encontram no Twitter, disse Shamus Booth, um dos proprietários. Ele anuncia no Twitter o peixe fresco do dia -”O O-Toro [atum azul] de hoje é um dos mais saborosos e suaves que já servimos”, escreveu Booth em post recente- e oferece saladas de algas gratuitas aos clientes que mencionarem o Twitter.

Mas o serviço não atende apenas a empresas que desejam atrair clientes descrevendo alimentos que dão água na boca. Para Cynthia Sutton-Stolle, coproprietária de um antiquário em uma pequena cidade do Estado do Texas, o Twitter tem servido como forma de encontrar tanto fornecedores quanto clientes, em todo o país. Desde que ela começou a usar o Twitter, em fevereiro, conectou-se a pessoas que produzem luminárias e velas, que posteriormente vieram a encomendar em sua loja, e vendeu alguns milhares de dólares em mercadorias a clientes de fora da cidade de Columbus. “Nós ainda nem criamos um site e não estávamos tentando começar coisa alguma no ramo do comércio eletrônico”, disse. “O Twitter vem sendo uma ferramenta realmente valiosa porque permite que tenhamos alcance nacional, em vez de sermos apenas uma lojinha em uma cidadezinha.”
Chris Mann, dono do Wood -house Day Spa, em Cincinnati, usa o Twitter para divulgar descontos em massagens e serviços de manicure. Promover esses serviços pelo Twitter é mais efetivo do que usar o e-mail. Ele pode fazer atualizações de seu telefone celular, enquanto “todas as outras empresas enviam e-mails”, afirma Mann. Mesmo que os clientes de uma loja não sejam usuários do Twitter, o serviço pode se provar útil para os empresários, diz Becky McCray, que opera uma loja de bebidas em Oklahoma.

Em cidades como a dela, com apenas 5.000 habitantes, os proprietários de empresas de pequeno porte podem se sentir isolados, diz. Mas, por meio do Twitter, ela recebeu dicas sobre impostos de um contador, informações de marketing de um consultor e conselhos sobre como gerir uma empresa iniciante do fundador de diversas companhias de tecnologia. Anamitra Banerji, gerente de produtos comerciais no Twitter, diz que, quando começou a trabalhar para a empresa, vindo do Yahoo!, em março, “imaginava que aqui fosse o lugar em que as grandes empresas estão. Mas o que constato mais e mais, para minha surpresa maior a cada dia, é que temos empresas de todos os tipos”.

O Twitter, que por enquanto ainda não está faturando, no momento concentra esforços em ensinar às empresas como aderir e aproveitar seus recursos, disse Banerji, e a companhia planeja publicar estudos sobre casos bem sucedidos. Ele também está envolvido no desenvolvimento de produtos que o Twitter possa vender a companhias de todos os portes, entre os quais recursos que permitem confirmar contas empresariais e analisar o tráfego em seus perfis.

De acordo com Banerji, os proprietários de pequenas empresas gostam do Twitter porque podem conversar diretamente com os clientes de uma maneira que, no passado, só poderiam fazer em pessoa. “Estamos constatando que a distância emocional entre empresas e consumidores está se encurtando consideravelmente.”

O Calcanhar de Aquiles das Empresas jul 03

Estava eu selecionando matérias para um informativo semanal que é disparado para empresários de uma associação da qual faço parte, quando me deparei com um artigo que retratava justamente o que venho defendendo há tempos: qualidade de atendimento.

Muitas empresas creem que capacitar a equipe de vendas, comercial e marketing é o bastante para ter uma capacidade de atendimento à altura do seus clientes. O grande problema é que, geralmente, esses clientes também se relacionam com outros colaboradores da empresa, como jurídico, cobrança, logística etc.

Bom, com todos os crédito possíveis para César Souza, que escreveu o artigo para o site www.administradores.com.br, retrato abaixo, na íntegra, essa jóia rara!

Por César Souza,

Por que em uma empresa que vende computadores via Internet o cliente leva apenas alguns minutos para efetuar uma compra, enquanto nas empresas que alugam automóveis gasta-se três vezes mais tempo para ser atendido? Será que elas temem que o cliente vá roubar o carro?

Por que o atendente de uma pizzaria do bairro anota seu pedido por telefone de forma alegre e rápida, mas os atendentes de algumas empresas de seguro saúde, serviços financeiros e de telefonia não respondem as chamadas dos clientes? Será que eles não sabem que os clientes têm outras opções?

Por que na hora de fazer a venda os balconistas de algumas lojas de varejo são solícitos e sorridentes, mas no momento de efetuar a troca de um produto defeituoso amarram a cara e tratam o cliente como se fosse um mal necessário?

Todos sabemos que a baixa qualidade de atendimento é um dos maiores “Calcanhar de Aquiles” das empresas brasileiras. Não é nenhuma novidade o fato que as empresas perdem clientes não apenas por deficiências da turma do comercial, vendas e marketing. Perdem clientes porque o entorno da empresa – Cobrança, Jurídico, Logística, Transporte, Instalação, Assistência Técnica, Call Centers, etc – não foram preparados para lidar com os clientes de uma forma adequada.

O que é estarrecedor é a omissão dos líderes das empresas que não se posicionam para resolver as questões de atendimento. Os lideres ficam tão ocupados com estratégias mirabolantes, nas compras e fusões e aquisições e relegam a segundo plano os problemas que causam aos seus clientes. Sempre dizem que “são problemas operacionais”, como se eles não fossem responsáveis por nomear quem cuida de tais problemas. Reflexo da cultura do “não sabia de nada”, ou da atitude do “estou muito ocupado tratando de assuntos estratégicos, para me preocupar com problemas dos clientes”.

Pesquisas indicam que mais de 60% da causa da perda de clientes residem no baixo nível do atendimento. Muito mais do que por questões de preço ou qualidade do produto. A qualidade do atendimento é o câncer que corrói a saúde das empresas. As campeãs das reclamações oficiais são dirigidas ao Procon para várias prestadoras de serviços de telefonia fixa, celular, cartão de crédito, bancos comerciais, financeiras, planos de saúde, energia elétrica, seguros, e várias outras. Imagine se fosse contabilizado também a insatisfação de clientes em hotéis, lojas, shows, restaurantes, repartições públicas, consultórios, escritórios de profissionais liberais, etc.

Será que os Conselhos de Administração não deveriam atrelar os bônus anuais, à melhoria contínua dos índices de qualidade de atendimento das empresas?

13,2 milhões de brasileiros compraram online em 2008 jun 25

O número de consumidores brasileiros que comparam pela internet chegou a 13,2 milhões  em 2008, aumento de 39% em relação a 2007, segundo dados da 19ª edição do relatório WebShoppers realizado pela consultoria e-bit e divulgado nesta terça-feira (17/03).

O volume de e-consumidores foi alimentado pela crescente participação da classe C nas compras online. Segundo a e-bit, famílias com renda média mensal de até 3 mil reais representaram 60% dos novos e-consumidores em 2008. A participação da classe C no comércio eletrônico brasileiro cresceu de 37% em 2007 para 42% em 2008.

O perfil do consumidor online também passou por modificações. Em 2008, a presença das mulheres ultrapassou a dos homens em volume de compras online e agora representa 51% dos e-consumidores. A participação de internautas com mais de 50 anos de idade também cresceu e representou 19% da base de e-consumidores em 2008.

O e-bit já havia divulgado em janeiro que o e-commerce brasileiro movimentou 8,2 bilhões de reais durante o ano passado, crescimento de 30% em relação a 2007. “O valor ainda seria mais alto (8,6 bilhões de reais) se não fosse a crise econômica. Mesmo assim houve um crescimento [anual] significativo”, observa Pedro Guasti, diretor geral da e-bit. A expectativa para 2009 é que o e-commerce brasileiro movimente 10 bilhões de reais.

Agora, a consultoria estima que o setor deverá movimentar 4,2 bilhões de reais até julho, acréscimo de 800 milhões de reais em relação aos seis primeiros meses do ano anterior. A soma do primeiro semestre de 2009 supera o faturamento do e-commerce em todo o ano de 2006, compara Guasti.

Para o final do semestre, a consultoria espera que o Brasil ultrapasse a marca de 15 milhões de consumidores online. Até o final do ano, a expectativa é que o número chegue a 17,2 milhões de compradores online.

CDs e DVDs saem de cena

Entre as categorias mais populares entre os brasileiros em 2008, a de Livros mantém a ponta folgada, com 17% de participação, seguida por Saúde e Beleza (12%), informática (11%), Eletrônicos (9%) e Eletrodomésticos (6%).

As vendas de CDs e DVDs, que chegaram a representar mais de 40% dos pedidos na internet brasileira no Natal de 2002, registraram menos de 5% de participação no e-commerce em 2008, deixando de figurar entre as categorias mais vendidas no ranking deste ano.

A mudança no hábito do consumidor, reforçada pela pirataria e pelas redes de compartilhamento de arquivos (P2P) colaboraram para a queda nas vendas de CDs e DVDs, nos últimos seis anos, aponta a e-bit. “Houve uma mudança de hábito de consumo [neste segmento]. A realidade é essa. Há um comportamento de compartilhamento entre os consumidores. A indústria deve criar novos modelos para ganhar dinheiro”, avalia Pedro Guasti.

Fonte: WBI Brasil.

Evento Social Media Brasil jun 08

Nos últimos dias 5 e 6 de junho, aconteceu em São Paulo o SOCIAL MEDIA BRASIL, evento que reuniu mais de 600 profissionais da área de comunicação, mais especificamente os que trabalham com mídias sociais.

Tive a oportunidade de participar do evento e ao longo dessa semana destacarei no blog os assuntos discutidos, para que todos possam ter acesso aos conteúdos e debates.

Ainda hoje devo postar algum assunto. Fiquem atentos!