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Saíram as primeiras marcas mais faladas do Twitter nov 25

Pessoal, publicamos aqui no blog da FWF diversas ações feitas no Twitter por empresas de vanguarda em investimento em tecnologia digital, outras com ações mais simples e que também foram eficazes, bem como o próprio desenvolvimento desta rede social.

Hoje o assunto é: marcas mais faladas (ou twittadas) na rede.

Um estudo inédito do IDG – Instituto Digital, buscou avaliar o comportamento e a influência de diversas empresas através do Twitter.

Veja o texto bacana do Fábio Bandeira de Mello, do www.administradores.com.br:

A utilização do Twitter vem se tornando uma febre não somente para os internautas, mas também para empresas que querem estar mais perto do seu público. Um estudo inédito no Brasil, realizado pela IDG – Intituto Digital, buscou avaliar o comportamento e a influência de diversas empresas através do Twitter. Nesse trabalho foram analisadas 91.145 mensagens trocadas no microblog sobre 50 marcas de relevância nacional, de oito setores econômicos.

A pesquisa apontou que a presença de uma empresa no Twitter é capaz de dobrar a quantidade de mensagens postadas sobre a própria marca nessa rede social. Entre os setores que mais apostam na presença no Twitter estão os segmentos de telefonia e automotivo. Mas, quando se observam os setores com mais penetração (quantidade de mensagens postadas pelas marcas e pelos consumidores) o quadro muda, passando à seguinte ordem: bebidas, telefonia e financeiro.

O trabalho analisou também o grau de propagação das marcas no Twitter. Em média, 11,2% das mensagens postadas sobre as marcas são retransmitidas a outros usuários. No setor de cosméticos, esta taxa chega a dobrar. Entre as marcas mais comentadas no microblog estão a Coca-Cola, Tim, Telefônica, General Motors e Natura.

Dinâmica da Pesquisa

Das 50 empresas pesquisadas, 42% têm perfil no Twitter e postam, em média, cinco mensagens por dia. Estas marcas têm em média 3.053 seguidores.

São os consumidores, entretanto, que lideram as conversas. Ao longo do período analisado, eles produziram cerca de 2.600 mensagens diárias sobre todas as marcas observadas. Embora as empresas que não têm Twitter também sejam muito citadas, o grupo que atua no microblog concentra 74% do volume total de mensagens trocadas no período.

Segundo o consultor do iDig, Claudio Torres, esse trabalho só reforça a tese de que a presença na rede social é de extrema importância para a construção da marca e de um canal de diálogo com os consumidores. Na maioria das vezes, diz ele, os usuários compartilham experiências de consumo e opiniões sobre as marcas. A pesquisa pode ser acessada no site www.idig-institutodigital.com.br.

Mais um case Twitter – Quem o resistirá? jul 31

No início dessa semana alguns jornais e sites divulgaram o conteúdo abaixo, que eu já havia tido acesso através da Folha de São Paulo (direto do New York Times) e enviado para um Informativo Semanal de Empresários, do qual sou responsável por gerar conteúdo de notícias, já na semana passada.

Como notei que a repercussão foi grande, resolvi disponibilizar para vocês aqui no Blog da FWF também, até porque refere-se à marketing digital e a agência tem trabalhado com muitas soluções nessa linha.

Aproveitem o conteúdo. É uma lição e ao mesmo tempo um convite às novas tecnologias.

Boa leitura!

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Por Claire Cain Miller, do New York Times – Folha de S. Paulo

Três semanas após Curtis Kimball inaugurar seu carrinho de sobremesas em San Francisco, notou que na fila, entre seus amigos, havia uma pessoa que ele não conhecia esperando para comprar um doce. E como o novo freguês o descobriu? Lendo no Twitter.

Para Kimball, que admitiu que até então não havia “realmente compreendido o propósito do Twitter”, a beleza da divulgação digital de freguês para freguês se tornou imediatamente perceptível. Ele criou uma conta e hoje tem mais de 5.400 seguidores que acompanham seus posts sobre os locais que o carrinho visitará e o cardápio de cada dia. “Eu adoraria dizer que tive uma excelente ideia e estratégia, mas na verdade o Twitter foi essencial para o sucesso do meu negócio”, afirma. Muito se disse sobre a maneira pela qual grandes empresas como Dell e Starbucks usam o Twitter para promover seus produtos e se comunicar com os clientes. Mas hoje em dia as pequenas empresas superam de longe em número as grandes companhias entre os usuários do serviço de microblogs.

Para muitas empresas de varejo desprovidas de orçamento publicitário, o Twitter se tornou o único recurso de marketing. É muito mais fácil estabelecer e atualizar uma conta do Twitter do que manter um site. E, porque os donos de pequenas empresas tendem a trabalhar diretamente com o consumidor, a intimidade propiciada pelo Twitter serve bem a eles. As pequenas empresas tipicamente conquistam mais de metade de seus clientes por meio de divulgação feita espontaneamente por outros consumidores, diz Greg Sterling, analista que estuda a influência da web no consumo e nas empresas locais. E o Twitter é uma manifestação digital disso. Os usuários do Twitter escrevem mensagens de no máximo 140 caracteres, e a cultura do serviço encoraja as pessoas a difundir informações entre os amigos que formam suas redes. O Umi, um restaurante de sushi em San Francisco, chega a receber cinco novos fregueses por noite devido a informações que os consumidores encontram no Twitter, disse Shamus Booth, um dos proprietários. Ele anuncia no Twitter o peixe fresco do dia -”O O-Toro [atum azul] de hoje é um dos mais saborosos e suaves que já servimos”, escreveu Booth em post recente- e oferece saladas de algas gratuitas aos clientes que mencionarem o Twitter.

Mas o serviço não atende apenas a empresas que desejam atrair clientes descrevendo alimentos que dão água na boca. Para Cynthia Sutton-Stolle, coproprietária de um antiquário em uma pequena cidade do Estado do Texas, o Twitter tem servido como forma de encontrar tanto fornecedores quanto clientes, em todo o país. Desde que ela começou a usar o Twitter, em fevereiro, conectou-se a pessoas que produzem luminárias e velas, que posteriormente vieram a encomendar em sua loja, e vendeu alguns milhares de dólares em mercadorias a clientes de fora da cidade de Columbus. “Nós ainda nem criamos um site e não estávamos tentando começar coisa alguma no ramo do comércio eletrônico”, disse. “O Twitter vem sendo uma ferramenta realmente valiosa porque permite que tenhamos alcance nacional, em vez de sermos apenas uma lojinha em uma cidadezinha.”
Chris Mann, dono do Wood -house Day Spa, em Cincinnati, usa o Twitter para divulgar descontos em massagens e serviços de manicure. Promover esses serviços pelo Twitter é mais efetivo do que usar o e-mail. Ele pode fazer atualizações de seu telefone celular, enquanto “todas as outras empresas enviam e-mails”, afirma Mann. Mesmo que os clientes de uma loja não sejam usuários do Twitter, o serviço pode se provar útil para os empresários, diz Becky McCray, que opera uma loja de bebidas em Oklahoma.

Em cidades como a dela, com apenas 5.000 habitantes, os proprietários de empresas de pequeno porte podem se sentir isolados, diz. Mas, por meio do Twitter, ela recebeu dicas sobre impostos de um contador, informações de marketing de um consultor e conselhos sobre como gerir uma empresa iniciante do fundador de diversas companhias de tecnologia. Anamitra Banerji, gerente de produtos comerciais no Twitter, diz que, quando começou a trabalhar para a empresa, vindo do Yahoo!, em março, “imaginava que aqui fosse o lugar em que as grandes empresas estão. Mas o que constato mais e mais, para minha surpresa maior a cada dia, é que temos empresas de todos os tipos”.

O Twitter, que por enquanto ainda não está faturando, no momento concentra esforços em ensinar às empresas como aderir e aproveitar seus recursos, disse Banerji, e a companhia planeja publicar estudos sobre casos bem sucedidos. Ele também está envolvido no desenvolvimento de produtos que o Twitter possa vender a companhias de todos os portes, entre os quais recursos que permitem confirmar contas empresariais e analisar o tráfego em seus perfis.

De acordo com Banerji, os proprietários de pequenas empresas gostam do Twitter porque podem conversar diretamente com os clientes de uma maneira que, no passado, só poderiam fazer em pessoa. “Estamos constatando que a distância emocional entre empresas e consumidores está se encurtando consideravelmente.”

Quando o consumidor vira evangelista da marca jun 27

Não há como negar que as empresas perderam definitivamente o controle sobre o consumidor. Entramos na era das Redes Sociais, onde mais importante do que dar ouvidos à uma campanha criada pela empresa para divulgar sua marca ou produto, está a troca de informações, dicas, recomendações etc.

É estranho, mas ao mesmo tempo interessante, diagnosticar que as pessoas conversam entre elas, mesmo sem se conhecer pessoalmente, para saber se um determinado produto é bom, se tem ergonomia, usabilidade, como foi a experiência de consumo ou se vale a pena pagar um determinado preço para adquiri-lo. Certamente para as empresas esse ‘novo consumidor’ é um mundo a ser explorado. Muitas marcas perderão espaço e abrirão um vasto campo de possibilidades para quem souber se adaptar à nova onda do consumidor.

A grande responsável, sem dúvida, por essa inversão de conceitos, é a internet. Hoje, a tradicional forma de pensar a comunicação, com emissor/receptor ou meio/mensagem, precisa se preocupar com o que as pessoas estão falando nas Redes Sociais e o que isso representa de impacto na mensagem enviada e no posicionamento do seu emissor. Não quero pregar aqui uma revolução, longe disso, mas é necessário estar atento à essa mudança conceitual e adaptar a mensagem aos novos meios.

O exemplo que quero deixar hoje é recente. Algumas horas atrás estava assistindo o programa Caldeirão do Huck com minha mãe e minha irmã quando fui surpreendido pela história da Stefhany, uma menina do interior do Piauí que faz sucesso cantando músicas ‘bregas’. Uma delas, intitulada ‘Eu sou Stefhany (No meu Cross Fox)’, já foi vista por mais de um milhão de pessoas no You Tube. E é justamente isso que chama atenção. No nome da música tem o nome de um carro, o Cross Fox, da volkswagen.

A história dessa jovem, de apenas 17 anos, representa o que se chama ’ser evangelista da marca’. A paixão pelo Cross Fox fez Stefhany criar a letra de uma música onde pudesse contar, além disso, o caso mal sucedido de amor. E deu muito certo. Dezenas de pessoas já imitaram o clipe de Stefhany e outras criaram suas próprias histórias, fora as “respostas” criadas (algo que se tornou comum no meio musical). Fazendo uma rápida pesquisa no You Tube, percebi que são milhares de visualizações para centenas de vídeos que têm em seu nome a marca Cross Fox.

O resultado de toda essa repercussão foi a participação da jovem cantora no DVD gravado por Preta Gil no Canecão, no Rio de Janeiro, e diversos artistas cantando sua canção em seus shows. O ápice, fruto de uma promessa de sua mãe, foi a apresentação de Stefhany no palco do Caldeirão do Huck. No final, o Gerente de Marketing da Volkswagen presenteou-a com um Cross Fox.

E é justamente nesse ponto que eu queria chegar. Pensem no trabalho que as empresas estão tendo para inserir suas marcas, sem serem agressivas, nas Redes Sociais. Para a volks, Stefhany é mais que uma apaixonada por Cross Fox, ela é uma evangelista e propagadora da marca em um meio onde ninguém ainda sabe ao certo o que fazer para transmitir uma mensagem que seja eficaz.

Foram milhões e milhões de pessoas ouvindo que o Cross Fox é um carro para diversão, um amigo que te leva para todos os lugares. Isso não é fantástico? Social Media é isso! A volks se preocupou em criar um produto que fosse eficiente e tivesse um conceito próprio e ninguém melhor do que as pessoas para difundirem isso!

Bom, deixo abaixo o link para vocês acessarem o vídeo da Stefhany. Divirtam-se! 

http://www.youtube.com/watch?v=RmPB47Q-GKY

Fazer Social Media também está ligado à ideia de encontrar os evangelistas da marca e através deles propagar uma mensagem na internet. Esse não foi o caso da Stefhany, mas pode ser o de outras empresas, como a Doritos, na campanha do Doritos de 5 kg.

Tchau!