Ontem escrevi no blog uma coisa que pode ter deixado muita gente encucada. A Era da Informação acabou. Hoje, já estamos vivendo na Era da Geração de Conteúdo/Informação. Peço calma para os xiitas e vou explicar o que significa isso.
Há algum tempo, principalmente com a popularização da telefonia e internet, passamos a viver na era chamada da Informação. Todo conteúdo pode ser transmitido e pulverizado de uma maneira rápida e dinâmica. Basta um palito de fósforo ser riscado no Pólo Norte que em segundos o mundo inteiro fica sabendo. Até aí, nenhuma novidade.
Mas hoje já estamos em um período de transição. Com o advento das redes sociais digitais, como blogs, redes de relacionamento, canais para postagem de vídeos, etc, a era passou a ser a da Geração de Conteúdo/Informação.
Isso é fácil de se explicar. Por onde o mundo teve notícias sobre as manifestações contra o resultado das eleições no Irã? Através de que meio a tragédia da Ilha Grande pode ser vista de todos os ângulos? Você sabia que Bill Clinton precisou ser hospitalizado e passar por um procedimento cirúrgico (muito antes de qualquer jornal noticiar essa informação, a notícia correia solta pela rede, principalmente pelo Twitter).
Com tantas evidências e sabendo que a cada dia o antigo “receptor” passa a tomar mais gosto por ser “emissor”, creio que é lógico e coerente dizer que as informações são geradas por todas as pessoas e não mais por um grupo pequeno, que detinha o poder absoluto e fazia da informação o que bem entendia. É claro que, nesse cenário, crescem também a especulação e as notícias jogadas ao vento. Cabe a cada um saber interpretar e filtrar o que recebe.
