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Engajamento: a nova métrica do marketing jun 30

Tive acesso ao artigo abaixo, publicado pelo Merigo, no Brainstorm 9. Ele é de 2007, porém, o assunto é muito atual. Vale a pena conferir e abrir uma discussão sobre o tema. Muitas empresas, sejam agências ou clientes, não estão atentas às mudanças e por isso começaram a patinar depois do boom das Redes Sociais.

Por Merigo,

Dentro daqueles milhares de conceitos que aprendemos sobre marketing, um deles diz que o processo de compra é um funil. Baseada no princípio da subtração, essa idéia nos diz que a adoção por uma marca passa primeiro pelo conhecimento, depois consideraçãopreferênciaação e, enfim, a tão sonhada lealdade. Assim como num funil de verdade, de milhões de pessoas que forem atingidas pela sua comunicação, restarão algumas poucas verdadeiramente aliadas a sua marca.

Só que nos últimos anos o velho funil do marketing sofreu uma inversão, alterando dramaticamente o modo como as marcas são construídas. Hoje conectados em rede, e cada vez mais rejeitando o auto-elogio da publicidade e buscando conteúdo relevante, os consumidores tem uma percepção diferente do que é o valor de uma marca.

É por isso que diversos teóricos e/ou institutos especializados vem tentando desenhar o novo funil, espiral ou que quer seja do marketing. No fim das contas, o que importa é a complexidade que tomou o processo que leva um consumidor a se tornar um evangelista da marca. Resumindo: as próprias marcas não são mais as donas desse controle.

Primeira coisa: consumidores? Não, não senhor. São pessoas. Pessoas que hoje se tornaram micro-segmentos, divididas por interesses, formando comunidades em torno de algo comum. Isso nos leva a considerar, definitivamente, o engajamento como nova métrica do marketing.

Durante muitos anos o objetivo principal de um plano de marketing, de uma comunicação, era gerar conhecimento em massa. Quanto mais pessoas ficarem sabendo do nosso produto ou marca, mais iremos vender. Hoje isso continua até funcionando de certa maneira, mas é a alternativa mais difícil e custosa. Um ciclo vicioso de investimento e retorno que só aumenta.

Portanto, mais do que nunca vale a tentativa de atrair pessoas e engajá-las em torno de algo. Criar envolvimento, interação. É o contato ao invés da intrusão. A troca do awareness pela lealdade de fato. Afinal, não é isso que tanto as marcas desejam?

Como exemplo podemos citar algumas das marcas mais lucrativas dos dias de hoje. Apple,StarbucksGoogleMINIGuinness, etc. Ao invés de focarem em alcançar consumidores com níveis massivos de conhecimento de marca, elas encontram maneiras de alimentar o engajamento e envolvimento. São marcas que adicionam valor real a vida das pessoas através da experiência com seus produtos, criando uma cultura própria em torno de si e tornando-se verdadeiros símbolos sociais.

Um gráfico divulgado recentemente pelo instituto Forrester Research demonstra a complexidade desse novo funil do marketing, se assim podemos chamar:

Baseado nisso, o theCword propõe simplesmente invertermos o tradicional funil. O resultado é uma pirâmide, não invertida como no conceito original, mas em que o engajamento da marca em torno de uma comunidade poderá gerar diversos evangelista, ao invés de poucos compradores.

Já David Armano do Logic+Emotion, desenhou uma espiral que mais uma vez corrobora a tese do novo mundo das marcas: interação e engajamento criam uma comunidade de advogados da marca.

Como bem disse o Mauro no CarreiraSolo, essa inversão de papéis não é responsabilidade apenas dos avanços da tecnologia, das novas formas digitais de interação entre as pessoas, já que se envolver com uma marca através de evangelistas sempre foi um comportamento humano típico.

Porém, as possibilidades criadas pela tecnologia de unir as pessoas em comunidades e segmentá-las por interesses estão sendo fatores decisivos nessa mudança de conceitos e, principalmente, na maturidade dos consumidores.

Fonte: Brainstorm 9.

Quando o consumidor vira evangelista da marca jun 27

Não há como negar que as empresas perderam definitivamente o controle sobre o consumidor. Entramos na era das Redes Sociais, onde mais importante do que dar ouvidos à uma campanha criada pela empresa para divulgar sua marca ou produto, está a troca de informações, dicas, recomendações etc.

É estranho, mas ao mesmo tempo interessante, diagnosticar que as pessoas conversam entre elas, mesmo sem se conhecer pessoalmente, para saber se um determinado produto é bom, se tem ergonomia, usabilidade, como foi a experiência de consumo ou se vale a pena pagar um determinado preço para adquiri-lo. Certamente para as empresas esse ‘novo consumidor’ é um mundo a ser explorado. Muitas marcas perderão espaço e abrirão um vasto campo de possibilidades para quem souber se adaptar à nova onda do consumidor.

A grande responsável, sem dúvida, por essa inversão de conceitos, é a internet. Hoje, a tradicional forma de pensar a comunicação, com emissor/receptor ou meio/mensagem, precisa se preocupar com o que as pessoas estão falando nas Redes Sociais e o que isso representa de impacto na mensagem enviada e no posicionamento do seu emissor. Não quero pregar aqui uma revolução, longe disso, mas é necessário estar atento à essa mudança conceitual e adaptar a mensagem aos novos meios.

O exemplo que quero deixar hoje é recente. Algumas horas atrás estava assistindo o programa Caldeirão do Huck com minha mãe e minha irmã quando fui surpreendido pela história da Stefhany, uma menina do interior do Piauí que faz sucesso cantando músicas ‘bregas’. Uma delas, intitulada ‘Eu sou Stefhany (No meu Cross Fox)’, já foi vista por mais de um milhão de pessoas no You Tube. E é justamente isso que chama atenção. No nome da música tem o nome de um carro, o Cross Fox, da volkswagen.

A história dessa jovem, de apenas 17 anos, representa o que se chama ’ser evangelista da marca’. A paixão pelo Cross Fox fez Stefhany criar a letra de uma música onde pudesse contar, além disso, o caso mal sucedido de amor. E deu muito certo. Dezenas de pessoas já imitaram o clipe de Stefhany e outras criaram suas próprias histórias, fora as “respostas” criadas (algo que se tornou comum no meio musical). Fazendo uma rápida pesquisa no You Tube, percebi que são milhares de visualizações para centenas de vídeos que têm em seu nome a marca Cross Fox.

O resultado de toda essa repercussão foi a participação da jovem cantora no DVD gravado por Preta Gil no Canecão, no Rio de Janeiro, e diversos artistas cantando sua canção em seus shows. O ápice, fruto de uma promessa de sua mãe, foi a apresentação de Stefhany no palco do Caldeirão do Huck. No final, o Gerente de Marketing da Volkswagen presenteou-a com um Cross Fox.

E é justamente nesse ponto que eu queria chegar. Pensem no trabalho que as empresas estão tendo para inserir suas marcas, sem serem agressivas, nas Redes Sociais. Para a volks, Stefhany é mais que uma apaixonada por Cross Fox, ela é uma evangelista e propagadora da marca em um meio onde ninguém ainda sabe ao certo o que fazer para transmitir uma mensagem que seja eficaz.

Foram milhões e milhões de pessoas ouvindo que o Cross Fox é um carro para diversão, um amigo que te leva para todos os lugares. Isso não é fantástico? Social Media é isso! A volks se preocupou em criar um produto que fosse eficiente e tivesse um conceito próprio e ninguém melhor do que as pessoas para difundirem isso!

Bom, deixo abaixo o link para vocês acessarem o vídeo da Stefhany. Divirtam-se! 

http://www.youtube.com/watch?v=RmPB47Q-GKY

Fazer Social Media também está ligado à ideia de encontrar os evangelistas da marca e através deles propagar uma mensagem na internet. Esse não foi o caso da Stefhany, mas pode ser o de outras empresas, como a Doritos, na campanha do Doritos de 5 kg.

Tchau!