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Arquivo por tags "marketing social"

arruda é preso em brasília fev 11

É minha gente. Mais uma vez damos espaço para a política em nosso blog.

No ano passado, o tema foi o #forasarney, do twitter, que mobilizou milhões de usuários da rede de microblogs em uma campanha pela democracia. Cheguei a escrever, após ler em fontes de confiança, que o twitter tinha ajudado a pressionar o Senador à renuncia. Foi em vão. Dias depois, tivemos a triste notícia: ”mesmo contra a vontade do povo, eu fico” – não bem com essas palavras, mas o sentimento do brasileiro era esse.

Em novembro passado, em uma manhã, quando me arrumava para ir trabalhar, assisti a notícia do escândalo envolvendo o Arruda, governador do DF.  Com tanta mentira e ouvindo tamanho absurdo dele e dos envolvidos, meu sentimento era de ódio. Certamente, se mora-se na capital federal, estaria junto com os ocupantes da Câmara ou distribuindo panetones na rua. 

Foram meses de enrolação, até que a decisão acertada fosse tomada. Hoje, o Brasil mostrou que pode sim evoluir. E o caminho é esse. Arruda foi preso!
Ele e seus “comparsas” não poderão mais atrapalhar as  investigações, coisa que vinha acontecendo.

Tenho certeza que as redes sociais tiveram grande parcela de contribuição nesse caso. O povo não é burro. Assim como no caso do #forasarney, diversas frentes contra o governador do DF foram erguidas. A moda agora é o #foraarruda.

Até alguns anos atrás, quando ainda não tínhamos tanta penetração das redes sociais no Brasil, manisfestações como esta ficavam restritas a regiões específicas e a meios de comunicação como Jornais, Rádios e TV. Agora, vivendo não mais na Era da Informação, mas na Era da Geração de Conteúdo/Informação, o usuário (nesse caso o cidadão brasileiro) ajuda a espalhar a notícia. E como disse em sábias palavras o Senador Pedro Simom-RS, “a política brasileira vive um novo tempo”. O tempo onde o povo levanta sua bandeira com mais força, penetração e poder de influenciar.

A Era das Redes Sociais está só começando e quem não conseguir se adaptar a ela, será preso, assim como foi Arruda. Nada mais passará impune. Do caso Arruda ao lançamento do novo Google Buzz ou fatos com pessoas que já foram públicas, como Bill Clinton. Tudo será noticiado e viralizado com uma velocidade impressionante! 

Finalizo esse post com a música criada pelos manifestantes que estão de plantão em frente à PF de Brasília: “Um, dois, três. Arruda no xadrez!”

Marketing Social em 2010 fev 02

2010 está a toda! O mês de janeiro já passou e entramos naquela época pré-carnaval. Para alguns, tempo de curtir, para depois pensar em negócio. Já, para empresários inteligentes, o trabalho já começou!!!

Percebemos que pela movimentação do final de 2009 e início de 2010, teremos um ano de marketing social “bombando”. O que muita gente ainda não sabe, por mais que o assunto seja batido em fóruns e eventos da área, é que esse tipo de ação dá muito mais trabalho e exige muito mais das empresas do que elas estão acostumadas.

Para um bom trabalho de marketing social acontecer, acabou aquela história de “largar” tudo na mão da agência e do Diretor de Marketing. A empresa toda precisa se envolver. Desde o principal executivo até o cargo mais operacional. Afinal, marketing social exige replicar conteúdo, fazer com que ele se espalhe e viralize.

As ações mais conhecidas e que estão no auge são as de interação com redes sociais, como twitter, orkut, facebook e assim por diante. São inúmeros cases de sucesso do twitter, cases do orkut e cases do facebook, cada um contando quais foram as ideias e ações realizadas por uma marca. A unica coisa que quase ninguém diz é o investimento de pessoal que a ação exigiu.  E olha que isso faz toda a diferença quando falamos em redes sociais.

Gerar conteúdo é fácil. Gerar conteúdo relevante é difícil, exige muito trabalho e isso pede gente com vontade de fazer. Certa vez uma pessoa me disse que queria ver a sua empresa no twitter e orkut, fazer um “marketing de massa” e para isso ia delegar que seu assessor de marketing cuidasse do projeto.
Começou errado. Rede social não é marketing de massa, e sim de nicho. Você vai falar com públicos específicos que querem trocar informações com você. Depois, disse que o assessor de marketing seria o responsável. Oras, creio que é muito importante o marketing estar por dentro desses projetos, diria que é vital, porém, essa empresa tinha apenas uma pessoa para o marketing de três unidades e regionais. Como ela daria conta de fazer tudo? Resultado: o projeto não saiu do papel.

A intenção desse post é conscientizar a todos e dizer que sim, 2010 é o ano do marketing social. Mas, pelo amor de Deus, quando decidir investir em marketing social, contrate gente especializada e tenha a consciência de que toda a empresa terá que trabalhar!

Outra coisa importante é saber o que faz parte de um pacote de marketing social. Além das interações com redes sociais, outra ação que cresce muito é a de otimização do site da empresa, chamado de SEO. Aqui mesmo no nosso blog temos vários posts sobre o assunto. Em 2010, lançamos um braço da FWF, chamado SEOCuritiba, para atender a demanda dessa área tão importante para o marketing social.

Por fim, estudem muito o seu negócio antes de investir em qualquer ação de marketing, principalmente o social, onde a empresa terá que estar preparada para ouvir e assimilar muitos elogios, sugestões e críticas.

Engajamento: a nova métrica do marketing jun 30

Tive acesso ao artigo abaixo, publicado pelo Merigo, no Brainstorm 9. Ele é de 2007, porém, o assunto é muito atual. Vale a pena conferir e abrir uma discussão sobre o tema. Muitas empresas, sejam agências ou clientes, não estão atentas às mudanças e por isso começaram a patinar depois do boom das Redes Sociais.

Por Merigo,

Dentro daqueles milhares de conceitos que aprendemos sobre marketing, um deles diz que o processo de compra é um funil. Baseada no princípio da subtração, essa idéia nos diz que a adoção por uma marca passa primeiro pelo conhecimento, depois consideraçãopreferênciaação e, enfim, a tão sonhada lealdade. Assim como num funil de verdade, de milhões de pessoas que forem atingidas pela sua comunicação, restarão algumas poucas verdadeiramente aliadas a sua marca.

Só que nos últimos anos o velho funil do marketing sofreu uma inversão, alterando dramaticamente o modo como as marcas são construídas. Hoje conectados em rede, e cada vez mais rejeitando o auto-elogio da publicidade e buscando conteúdo relevante, os consumidores tem uma percepção diferente do que é o valor de uma marca.

É por isso que diversos teóricos e/ou institutos especializados vem tentando desenhar o novo funil, espiral ou que quer seja do marketing. No fim das contas, o que importa é a complexidade que tomou o processo que leva um consumidor a se tornar um evangelista da marca. Resumindo: as próprias marcas não são mais as donas desse controle.

Primeira coisa: consumidores? Não, não senhor. São pessoas. Pessoas que hoje se tornaram micro-segmentos, divididas por interesses, formando comunidades em torno de algo comum. Isso nos leva a considerar, definitivamente, o engajamento como nova métrica do marketing.

Durante muitos anos o objetivo principal de um plano de marketing, de uma comunicação, era gerar conhecimento em massa. Quanto mais pessoas ficarem sabendo do nosso produto ou marca, mais iremos vender. Hoje isso continua até funcionando de certa maneira, mas é a alternativa mais difícil e custosa. Um ciclo vicioso de investimento e retorno que só aumenta.

Portanto, mais do que nunca vale a tentativa de atrair pessoas e engajá-las em torno de algo. Criar envolvimento, interação. É o contato ao invés da intrusão. A troca do awareness pela lealdade de fato. Afinal, não é isso que tanto as marcas desejam?

Como exemplo podemos citar algumas das marcas mais lucrativas dos dias de hoje. Apple,StarbucksGoogleMINIGuinness, etc. Ao invés de focarem em alcançar consumidores com níveis massivos de conhecimento de marca, elas encontram maneiras de alimentar o engajamento e envolvimento. São marcas que adicionam valor real a vida das pessoas através da experiência com seus produtos, criando uma cultura própria em torno de si e tornando-se verdadeiros símbolos sociais.

Um gráfico divulgado recentemente pelo instituto Forrester Research demonstra a complexidade desse novo funil do marketing, se assim podemos chamar:

Baseado nisso, o theCword propõe simplesmente invertermos o tradicional funil. O resultado é uma pirâmide, não invertida como no conceito original, mas em que o engajamento da marca em torno de uma comunidade poderá gerar diversos evangelista, ao invés de poucos compradores.

Já David Armano do Logic+Emotion, desenhou uma espiral que mais uma vez corrobora a tese do novo mundo das marcas: interação e engajamento criam uma comunidade de advogados da marca.

Como bem disse o Mauro no CarreiraSolo, essa inversão de papéis não é responsabilidade apenas dos avanços da tecnologia, das novas formas digitais de interação entre as pessoas, já que se envolver com uma marca através de evangelistas sempre foi um comportamento humano típico.

Porém, as possibilidades criadas pela tecnologia de unir as pessoas em comunidades e segmentá-las por interesses estão sendo fatores decisivos nessa mudança de conceitos e, principalmente, na maturidade dos consumidores.

Fonte: Brainstorm 9.