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Arquivo por tags "qualidade no atendimento"

Atendimento Nota ZERO! ago 28

Esse artigo tive acesso seguindo o Administradores.com.br no Twitter. É muito bom e retrata o atendimento de muitas empresas. Resolvi compartilhar para que isso nunca aconteça com a empresa ou clientes de vocês!

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Jerônimo Mendes
Administrador e Palestrante
Autor de Manual do Empreendedor (Atlas)

Depois de muita insistência da área de pós-venda ou telemarketing, seja lá o que for, dia desses levei o carro para uma revisão do tipo “relâmpago” e programada, pelo menos foi o que me disseram, na concessionária mais próxima da minha casa, cujo atendimento foi marcado para 13 horas, com previsão de 45 a 60 minutos para conclusão do serviço.

Considerando minha agenda de trabalho, imaginei que o tempo era mais do que suficiente para uma rápida verificação e, por conta disso, eu cheguei um pouco mais cedo, para facilitar o trabalho do técnico e também o meu, é óbvio, afinal, tempo é dinheiro, como diz o ditado. Além do mais, o que é combinado não é caro, digo sempre.

De fato, quando cheguei lá, o atendimento estava agendado, conforme combinado por telefone, mas cadê o miserável do técnico? Simplesmente sumiu. O tempo foi correndo, 13:10, 13:15, 13:20 e, é claro, eu cada vez mais impaciente. A mudança no meu semblante era visível. Não era necessário esbravejar nem ofender a moça que, apesar de sorridente e ajeitadinha, só demonstrou a falta de preparo na hora de abrir a boca.

Esse negócio de atendimento é interessante, algo digno de tese. Como bom observador do mundo corporativo, tenho colecionado algumas pérolas para ilustrar minhas aulas e palestras e confesso que, quanto mais a gente vive, mais a gente aprende. E, o que é ainda mais surpreendente, parece que quanto mais a gente fala, pede, implora e treina, pior.

Decorridos exatos trinta minutos do tempo originalmente programado, decidi entrar em ação. Na verdade, até demorei um pouco, mas, por ser um cliente antigo, fui extremamente educado. Eu estava num dia bom e imaginei que algo mais sério pudesse ter ocorrido.

- E então, Zoraia (nome fictício), por onde anda o Cibalena (outro nome fictício)? Faz mais de 30 minutos que eu cheguei e nada. E vocês ainda chamam isso de revisão programada? Apesar da cara fechada, eu estava calmo e quis apenas exercer o meu direito de protesto quando fui interrompido pela tal da Zoraia, equipada com duas covinhas na face e a boca cheia de dentes brancos, própria para desmontar semblantes do tipo carrancudo feito o meu.

- Um instante, seu Jerônimo, vou verificar novamente, afinal, ele já devia ter chegado. Ao telefone, alguém da oficina deve ter dito onde o traste do Cibalena estava e, de posse do sorriso eletrizante, a tal da Zoraia não teve o menor constrangimento para me dizer com todas as letras: – aguarde mais um pouquinho, seu Jerônimo, que ele está sentado no trono!

Caramba, pensei comigo, devo merecer tudo isso. Enquanto eu tentava encontrar uma saída para aquele comentário infeliz, sem saber se ria ou procurava o gerente da oficina, a sósia da Monalisa ainda foi capaz de arrematar aquele triste diálogo: – calma, seu Jerônimo, quando ele voltar o senhor oferece o cotovelo para ele em vez da mão.

Depois de tudo, resolvi cair fora. Era o melhor a fazer para controlar a raiva, cumprir a agenda e não ter o desprazer de apertar a mão do infeliz que deveria estar desfalecido no trono. Minha intenção aqui não é apenas descontrair, mas demonstrar o quanto ainda temos por fazer em termos de desenvolvimento de pessoas. Do episódio em questão, deixo aqui três lições importantes para reflexão, afinal, afinal, isso é comum é acontece na maioria das empresas, em diferentes níveis e versões.

  • Pessoas que não fazem o que gostam devem ser orientadas diante de qualquer deslize; e se cometerem com frequência devem ser substituídas rapidamente para não comprometer o negócio;
  • Treinar funcionários não é suficiente; é necessário acompanhá-los de perto e avaliá-los periodicamente para o seu próprio bem;
  • O respeito ao cliente é algo tão básico que deveria ser objeto constante de treinamento, reunião, leitura, reflexão, mudança e, principalmente, de demissão em caso de escassez.

Um pouco melhor do que isso, somente o dia em que eu fui visitar uma grande rede de lojas com um amigo de trabalho e a recepcionista, recém-admitida, anunciou ao telefone para o diretor: – Seu fulano, tem dois “caras” aqui embaixo para falar com o senhor. Portanto, pense nisso, faça diferente e seja feliz!

Atendimento: é melhor robotizá-lo? jul 24

Ao longo desses dois anos e meio de experiência na FWF tenho notado que o Calcanhar de Aquiles das empresas é o setor de atendimento/vendas (inclusive já postei no blog sobre esse tema, num artigo que tive acesso e disponibilizei para os leitores). Mas, por outro lado, fica uma questão da qual gostaria de tratar rapidamente neste post. A melhor solução para o atendimento, é robotizá-lo?

Muitas empresas têm investido em treinamentos de vendas contratando consultorias especializadas em melhorar o nível dos funcionários e aumentar a conversão e fechamento de novos negócios. Pois bem, será que esses funcionários estão preparados para receber treinamento? As empresas conscientizam o seu pessoal ou simplesmente deixam “a bomba” na mão da consultoria?

Essa questão veio à tona após eu ver a minha irmã estudando a apostila que continha todos os “mandamentos” da empresa que ela estava entrando, inclusive com toda a parte de atendimento – e olha que ela estava sendo contratada para outro setor. Coisas do tipo “como você deve atender o telefone”, com as frases exatamente como devem ser ditas. Aí eu pergunto: isso é o ideal? Até que ponto o potencial cliente que está do outro lado da linha sente profissionalismo num atendimento robotizado?

Se pararmos para pensar, uma das coisas que mais irrita o consumidor brasileiro nos dias de hoje é o callcenter. “Senhor, vamos estar encaminhando sua solicitação para o setor responsável”; “o senhor pode anotar o protocolo? Vamos estar resolvendo seu problema em até 5 dias úteis” – é claro que exagerei no gerundismo – ou não. E se esse atendimento segui-se um roteiro de coisas importantes que devem ser ditas, mas deixando livre o atendente para um tratamento mais pessoal? Eu sei que muita gente vai dizer que as pessoas não falam bem e por isso são necessários os textos prontos. Mas, se as empresas investem em treinamento, porque não destinam esse dinheiro para um curso de oratória para seus funcionários? um curso de expressão corporal e vocal? um curso de teatro? Tenho a convicção de que o resultado seria muito melhor, tanto para o funcionário (a nível profissional e pessoal) quanto para o cliente ou potencial cliente.

Gostaria de abrir essa discussão. O que você acha? O atendimento deve ser como é feito hoje ou o processo pode ser alterado, deixando de idiotizar os atendentes e criando seres humanos mais cultos e preparados até para oportunidades de trabalho futuras?

Deixem seus comentários!

O Calcanhar de Aquiles das Empresas jul 03

Estava eu selecionando matérias para um informativo semanal que é disparado para empresários de uma associação da qual faço parte, quando me deparei com um artigo que retratava justamente o que venho defendendo há tempos: qualidade de atendimento.

Muitas empresas creem que capacitar a equipe de vendas, comercial e marketing é o bastante para ter uma capacidade de atendimento à altura do seus clientes. O grande problema é que, geralmente, esses clientes também se relacionam com outros colaboradores da empresa, como jurídico, cobrança, logística etc.

Bom, com todos os crédito possíveis para César Souza, que escreveu o artigo para o site www.administradores.com.br, retrato abaixo, na íntegra, essa jóia rara!

Por César Souza,

Por que em uma empresa que vende computadores via Internet o cliente leva apenas alguns minutos para efetuar uma compra, enquanto nas empresas que alugam automóveis gasta-se três vezes mais tempo para ser atendido? Será que elas temem que o cliente vá roubar o carro?

Por que o atendente de uma pizzaria do bairro anota seu pedido por telefone de forma alegre e rápida, mas os atendentes de algumas empresas de seguro saúde, serviços financeiros e de telefonia não respondem as chamadas dos clientes? Será que eles não sabem que os clientes têm outras opções?

Por que na hora de fazer a venda os balconistas de algumas lojas de varejo são solícitos e sorridentes, mas no momento de efetuar a troca de um produto defeituoso amarram a cara e tratam o cliente como se fosse um mal necessário?

Todos sabemos que a baixa qualidade de atendimento é um dos maiores “Calcanhar de Aquiles” das empresas brasileiras. Não é nenhuma novidade o fato que as empresas perdem clientes não apenas por deficiências da turma do comercial, vendas e marketing. Perdem clientes porque o entorno da empresa – Cobrança, Jurídico, Logística, Transporte, Instalação, Assistência Técnica, Call Centers, etc – não foram preparados para lidar com os clientes de uma forma adequada.

O que é estarrecedor é a omissão dos líderes das empresas que não se posicionam para resolver as questões de atendimento. Os lideres ficam tão ocupados com estratégias mirabolantes, nas compras e fusões e aquisições e relegam a segundo plano os problemas que causam aos seus clientes. Sempre dizem que “são problemas operacionais”, como se eles não fossem responsáveis por nomear quem cuida de tais problemas. Reflexo da cultura do “não sabia de nada”, ou da atitude do “estou muito ocupado tratando de assuntos estratégicos, para me preocupar com problemas dos clientes”.

Pesquisas indicam que mais de 60% da causa da perda de clientes residem no baixo nível do atendimento. Muito mais do que por questões de preço ou qualidade do produto. A qualidade do atendimento é o câncer que corrói a saúde das empresas. As campeãs das reclamações oficiais são dirigidas ao Procon para várias prestadoras de serviços de telefonia fixa, celular, cartão de crédito, bancos comerciais, financeiras, planos de saúde, energia elétrica, seguros, e várias outras. Imagine se fosse contabilizado também a insatisfação de clientes em hotéis, lojas, shows, restaurantes, repartições públicas, consultórios, escritórios de profissionais liberais, etc.

Será que os Conselhos de Administração não deveriam atrelar os bônus anuais, à melhoria contínua dos índices de qualidade de atendimento das empresas?