Subscribe RSS

Arquivo por tags "redes sociais"

A Era da Geração de Conteúdo/Informação fev 12

Ontem escrevi no blog uma coisa que pode ter deixado muita gente encucada. A Era da Informação acabou. Hoje, já estamos vivendo na Era da Geração de Conteúdo/Informação. Peço calma para os xiitas e vou explicar o que significa isso.

Há algum tempo, principalmente com a popularização da telefonia e internet, passamos a viver na era chamada da Informação. Todo conteúdo pode ser transmitido e pulverizado de uma maneira rápida e dinâmica. Basta um palito de fósforo ser riscado no Pólo Norte que em segundos o mundo inteiro fica sabendo. Até aí, nenhuma novidade.

Mas hoje já estamos em um período de transição. Com o advento das redes sociais digitais, como blogs, redes de relacionamento, canais para postagem de vídeos, etc, a era passou a ser a da Geração de Conteúdo/Informação.

Isso é fácil de se explicar. Por onde o mundo teve notícias sobre as manifestações contra o resultado das eleições no Irã? Através de que meio a tragédia da Ilha Grande pode ser vista de todos os ângulos? Você sabia que Bill Clinton precisou ser hospitalizado e passar por um procedimento cirúrgico (muito antes de qualquer jornal noticiar essa informação, a notícia correia solta pela rede, principalmente pelo Twitter).

Com tantas evidências e sabendo que a cada dia o antigo “receptor” passa a tomar mais gosto por ser “emissor”, creio que é lógico e coerente dizer que as informações são geradas por todas as pessoas e não mais por um grupo pequeno, que detinha o poder absoluto e fazia da informação o que bem entendia. É claro que, nesse cenário, crescem também a especulação e as notícias jogadas ao vento. Cabe a cada um saber interpretar e filtrar o que recebe.

arruda é preso em brasília fev 11

É minha gente. Mais uma vez damos espaço para a política em nosso blog.

No ano passado, o tema foi o #forasarney, do twitter, que mobilizou milhões de usuários da rede de microblogs em uma campanha pela democracia. Cheguei a escrever, após ler em fontes de confiança, que o twitter tinha ajudado a pressionar o Senador à renuncia. Foi em vão. Dias depois, tivemos a triste notícia: ”mesmo contra a vontade do povo, eu fico” – não bem com essas palavras, mas o sentimento do brasileiro era esse.

Em novembro passado, em uma manhã, quando me arrumava para ir trabalhar, assisti a notícia do escândalo envolvendo o Arruda, governador do DF.  Com tanta mentira e ouvindo tamanho absurdo dele e dos envolvidos, meu sentimento era de ódio. Certamente, se mora-se na capital federal, estaria junto com os ocupantes da Câmara ou distribuindo panetones na rua. 

Foram meses de enrolação, até que a decisão acertada fosse tomada. Hoje, o Brasil mostrou que pode sim evoluir. E o caminho é esse. Arruda foi preso!
Ele e seus “comparsas” não poderão mais atrapalhar as  investigações, coisa que vinha acontecendo.

Tenho certeza que as redes sociais tiveram grande parcela de contribuição nesse caso. O povo não é burro. Assim como no caso do #forasarney, diversas frentes contra o governador do DF foram erguidas. A moda agora é o #foraarruda.

Até alguns anos atrás, quando ainda não tínhamos tanta penetração das redes sociais no Brasil, manisfestações como esta ficavam restritas a regiões específicas e a meios de comunicação como Jornais, Rádios e TV. Agora, vivendo não mais na Era da Informação, mas na Era da Geração de Conteúdo/Informação, o usuário (nesse caso o cidadão brasileiro) ajuda a espalhar a notícia. E como disse em sábias palavras o Senador Pedro Simom-RS, “a política brasileira vive um novo tempo”. O tempo onde o povo levanta sua bandeira com mais força, penetração e poder de influenciar.

A Era das Redes Sociais está só começando e quem não conseguir se adaptar a ela, será preso, assim como foi Arruda. Nada mais passará impune. Do caso Arruda ao lançamento do novo Google Buzz ou fatos com pessoas que já foram públicas, como Bill Clinton. Tudo será noticiado e viralizado com uma velocidade impressionante! 

Finalizo esse post com a música criada pelos manifestantes que estão de plantão em frente à PF de Brasília: “Um, dois, três. Arruda no xadrez!”

Marketing Social em 2010 fev 02

2010 está a toda! O mês de janeiro já passou e entramos naquela época pré-carnaval. Para alguns, tempo de curtir, para depois pensar em negócio. Já, para empresários inteligentes, o trabalho já começou!!!

Percebemos que pela movimentação do final de 2009 e início de 2010, teremos um ano de marketing social “bombando”. O que muita gente ainda não sabe, por mais que o assunto seja batido em fóruns e eventos da área, é que esse tipo de ação dá muito mais trabalho e exige muito mais das empresas do que elas estão acostumadas.

Para um bom trabalho de marketing social acontecer, acabou aquela história de “largar” tudo na mão da agência e do Diretor de Marketing. A empresa toda precisa se envolver. Desde o principal executivo até o cargo mais operacional. Afinal, marketing social exige replicar conteúdo, fazer com que ele se espalhe e viralize.

As ações mais conhecidas e que estão no auge são as de interação com redes sociais, como twitter, orkut, facebook e assim por diante. São inúmeros cases de sucesso do twitter, cases do orkut e cases do facebook, cada um contando quais foram as ideias e ações realizadas por uma marca. A unica coisa que quase ninguém diz é o investimento de pessoal que a ação exigiu.  E olha que isso faz toda a diferença quando falamos em redes sociais.

Gerar conteúdo é fácil. Gerar conteúdo relevante é difícil, exige muito trabalho e isso pede gente com vontade de fazer. Certa vez uma pessoa me disse que queria ver a sua empresa no twitter e orkut, fazer um “marketing de massa” e para isso ia delegar que seu assessor de marketing cuidasse do projeto.
Começou errado. Rede social não é marketing de massa, e sim de nicho. Você vai falar com públicos específicos que querem trocar informações com você. Depois, disse que o assessor de marketing seria o responsável. Oras, creio que é muito importante o marketing estar por dentro desses projetos, diria que é vital, porém, essa empresa tinha apenas uma pessoa para o marketing de três unidades e regionais. Como ela daria conta de fazer tudo? Resultado: o projeto não saiu do papel.

A intenção desse post é conscientizar a todos e dizer que sim, 2010 é o ano do marketing social. Mas, pelo amor de Deus, quando decidir investir em marketing social, contrate gente especializada e tenha a consciência de que toda a empresa terá que trabalhar!

Outra coisa importante é saber o que faz parte de um pacote de marketing social. Além das interações com redes sociais, outra ação que cresce muito é a de otimização do site da empresa, chamado de SEO. Aqui mesmo no nosso blog temos vários posts sobre o assunto. Em 2010, lançamos um braço da FWF, chamado SEOCuritiba, para atender a demanda dessa área tão importante para o marketing social.

Por fim, estudem muito o seu negócio antes de investir em qualquer ação de marketing, principalmente o social, onde a empresa terá que estar preparada para ouvir e assimilar muitos elogios, sugestões e críticas.

Mais fmds Curitiba dez 13

Segundo Dia de Evento – Impressões e avaliação

Ontem (12/12) foi o segundo dia do Fórum de Mídias Digitais e Sociais de Curitiba. Confesso que não pude estar no período da manhã… E não por outro motivo a não ser trabalhar mesmo!!! Já tinha ficado sexta-feira o dia todo fora!

Conversando com um colega de Fórum, o Ricardo Macari, pude extrair informações de fonte segura que a organização do segundo dia (no que diz respeito a horário) foi muito melhor! Na verdade assisti alguns pedaços das palestras e cases via site do FMDS. Parece que em alguns momentos os assuntos estavam bem interessantes.

Foram debatidos o novo conceito de Editoras, além dos limites legais do uso de conteúdo na internet. Depois do coffee, os cases foram de TV Digital como nova mídia social, da Buzz Volume e da Tecnisa. Diga-se de passagem, o case da Tecnisa é maravilhoso. Pude vê-lo no Social Media Brasil, em junho desse ano, em São Paulo.

Cheguei no FMDS a tarde! Na primeira parte, o PodCon+ debateu a Publicidade em PodCasts, com a Bia Kunze (a Garota sem fio). Gostei e concordei com algumas coisas que ela falou. Mas, como ali era um ponto de vista mais de Produtora (e da própria Bia), senti falta de explorar mais o próprio resultado da PodPesquisa como base para falar em publicidade, já que alguns dados foram super interessantes do ponto de vista da propaganda/mídia (para acessar o resultado da PodPesquisa, clique aqui).
Acho que a Bia se prendeu demais em falar que o ouvinte/assinante de PodCast quer saber só do conteúdo e não quer publicidade… mas o resultado da PodPesquisa mostrava um cenário que vinha de encontro ao que ela falou!
Bom, como publicitário, concordo quando ela diz que a mensagem não pode ser intrusiva (seja por ser inconveniente, demasiada ou até mesmo com o anunciante decidindo a pauta do que vai ser gravado). Agora, por outro lado, temos cases maravilhosos, como o apresentado pelo Boticário no próprio evento. A empresa descobriu uma garota que dava dicas de maquiagem na intenert (via canal no YouTube) e patrocinou alguns programetes, mas deixando a menina com liberdade para fazer sua própria pauta, falar do jeito que queria e tudo mais! Deu super certo. A aceitação do público foi maravilhosa e a marca conseguiu uma exposição que talvez não conseguiria em uma ação com atriz global!

Ainda antes do coffee da tarde, o Racum palestrou sobre Distribuição e RSS. Mais uma vez a palestra foi muito boa! Gostei da didática dele, com slides explicativos e aberto para interação dos ouvintes, que volta e meia interrompiam com perguntas e contribuições que também foram muito ricas!
Por sinal, como o assunto é meio técnico e confesso que essa não é muito a minha praia, vou deixar o e-mail do Racum para quem quiser saber mais (já que ele mesmo pediu pra galera que tivesse dúvida escrever pra ele): contato@podpesquisa.com.

E veio o coffee da tarde… como avançamos um pouco no tema de Distribuição e RSS, quando descemos para comer, praticamente não tinha mais nada! A galera do SeoCamp, ETC e BlogCamp devia estar com muita fome!!! Mas tudo bem… isso é o de menos!!!

Na primeira palestra pós coffee da tarde, entrei no SeoCamp. Fiz isso propositalmente, já que o assunto me interessava e muito: Como Planejar e Vender SEO. Eu e o Flávio (que é da área) estávamos de ouvidos em pé para não perde nenhuma informação, já que a agência investirá nesse braço estratégico da internet a partir de 2010. E olha… aí descobri a melhor palestra do evento! O Alexandre Kavinski mandou muito bem! Apresentou um passo-a-passo bem didático sobre o assunto! Vou pedir para o Flávio colocar isso no post dele sobre o SeoCamp no FMDS! Aprendi demais sobre algumas coisas que já tinha em mente, como por exemplo que o SEO é um composto do marketing para a Web, e não simplesmente uma ação isolada da “equipe da informática”.

Voltando para o PodCon+, cheguei no meio de um assunto interessantíssimo, que estava sendo conduzido pelo Macari e pela Bia. Infelizmente não vou poder contar aqui, porque é meio que um segredo e exclusivo pra galera que estava presente no evento!
Pra quem acompanha PodCast, em breve terão uma surpresa que considero uma grande evolução do meio, pensando nele como social media!

Ufa! Mesmo sem participar do evento no sábado pela manhã, mais uma vez foi muita informação!

Como avaliação final, digo que o evento foi bom sim!
Curitiba ainda está começando a produzir eventos nesta área… mas o nível já está bem bacana! Em cada evento satélite tinha “gente grande” pra conduzir os debates!

Se for atribuir uma nota final, dou 7,5 para o FMDS 2009!

E que venha o 2010! Com certeza estarei lá!

fmds Curitiba dez 11

Primeiro Dia de Evento – Impressões e avaliação.

Hoje foi o primeiro dia do Fórum de Mídias Digitais e Sociais de Curitiba, que acontece na UP (Universidade Positivo) – Escola de Negócios, com apoio da Rádio 91Rock, CCPR, Grupo de Mídia Curitiba e APRADI.

Aqui da agência fomos Eu (Felipe Carvalho) - Diretor de Mkt e o Flávio – Diretor de Web.

Bom, com atraso de quase meia hora deu-se início a palestra do Ney Queiroz Azevedo, cujo tema foi “Novas Mídias para Novos Consumidores”. O Ney tem uma grande bagagem na área, inclusive é Diretor do Grupo Outdoor Mídia e trabalha focado em soluções de novas mídias e formatos. O assunto era muito interessante, porém, o tempo foi curto demais! De tudo que ele falou, uma coisa me marcou muito e acho legal compartilhar: vivemos na Era da Informação (nossa, que novidade!!!! mas não é só isso). As pessoas hoje são hiper-estimuladas, ou seja, o impacto de mensagens acontece a todo instante, seja ele diretamente publicitária ou não! Com esse cenário, cria-se a necessidade dos mercados de nicho, onde a empresa precisa focar seu canal e dirigir a mensagem apenas para o público que realmente a interessa (e que também seja interessado pela marca). É nesse processo que as redes sociais ganham força. Porém, para saber utilizá-las, é preciso ter claro que as redes não são apenas mais uma mídia tradicional e de mão única. ”Quem consome mídia, faz mídia”, essa é a grande lógica das mídias sociais. Por isso, as empresas devem estar preparadas para receber elogios, críticas, “lavadas”, reclamações, “xingões”, e por aí vai! O importante é ter estrutura para tratar desses assuntos com clareza, honestidade e agilidade. Dessa forma, e só dessa forma, é possível que a empresa chegue a reverter um sentimento negativo do cliente pela marca.

O tema seguiu sendo discutido através de um debate, mediado pelo próprio Ney, com a participação da Maria Rafart (Psicologa e apresentadora do programa 91 Minutos, na Rádio 91Rock) e um Professor de Mídias Digitais da UNIBRASIL (que sinceramente esqueci o nome). Nesse momento houve interação total do público presente, levantando discussões como a capacidade do ser humano em absorver as mensagens pelas quais é impactado no dia-a-dia e a participação das marcas de forma efetiva nas redes sociais (é claro que foram lembrados cases como o da Doritos e da American Airlines).

Após o coffee-break da manhã, o assunto foi CASES. Foram três: Prefeitura 2.0 (Case da Prefeitura de Curitiba e agência Master), O Boticário (diversos cases e ações de mídia social) e Meu Móvel de Madeira (da OpusMultipla).
De todos, o melhor foi o da Prefeitura 2.0 – uma ação que, na época,  acompanhei como consumidor e interagi mesmo. Foi legal saber como esse briefing  foi realizado desde o começo (para quem não sabe, o case é do site www.souligadoacuritiba.com.br). É uma pena que, por motivos políticos, o site tenha saído do ar. Também achei curiosa a estória do Meu Móvel de Madeira, que começou meio por acaso, com uma dificuldade que a empresa estava em zerar seu estoque, quando da grande desvalorização do dólar (já que os produtos eram destinados à exportação).

Ufa! Foi bastante coisa em um curto espaço de tempo! E essa é a minha grande reclamação. Os assuntos ficaram meio superficiais, sem profundidade e espaço para maior discussão. Mas tudo bem…

A tarde participei do PodCon+, enquanto o Flávio foi para o SEOCamp (vou pedir para ele escrever as impressões dele e também avaliar…).
No meu caso, foi uma pena que três, dos quatro palestrantes não puderam estar. Na verdade, dois estavam, mas um deles teve problemas pessoais e precisou ir embora antes.
Meu objetivo nesse evento satélite era reunir mais informações e falar com gente acostumada a produzir PodCast, isso porque aqui na agência começamos com a experiência, mas paramos no primeiro áudio (ano que vem voltaremos com um projeto realmente estruturado)!
Achei muito útil porque acabamos discutindo a tarde inteira sobre a Pesquisa “PodPesquisa 2009″, analisando dados e conferindo as tendências. Isso foi muito importante para o estágio que estamos, ainda iniciantes!
Resumindo, foi muito legal. Parabéns para o Ronaldo Ferreira, o RACUM, que conduziu de forma dinâmica e participativa esse painel.
Ainda nos sobrou tempo para, das 17h às 18h, falar um pouco sobre direitos autorais nos PodCasts. O interessante é que tinha um advogado no meio da jogada. Ele esclareceu bastante coisa!

É isso gente!

Esse foi o primeiro dia do FMDS Curitiba 2009!

Amanhã será o encerramento, com mais um dia cheio, começando as 8h.

De 0 a 10 (em um jeito tradicional de avaliar), dou nota 6,5 para o primeiro dia!

Prometo que no máximo segunda-feira posto as impressões e avaliação do segundo dia e geralzona!

Caso queiram assistir o evento ao vivo amanhã, é só acessar: fmds

Mais um case Twitter – Quem o resistirá? jul 31

No início dessa semana alguns jornais e sites divulgaram o conteúdo abaixo, que eu já havia tido acesso através da Folha de São Paulo (direto do New York Times) e enviado para um Informativo Semanal de Empresários, do qual sou responsável por gerar conteúdo de notícias, já na semana passada.

Como notei que a repercussão foi grande, resolvi disponibilizar para vocês aqui no Blog da FWF também, até porque refere-se à marketing digital e a agência tem trabalhado com muitas soluções nessa linha.

Aproveitem o conteúdo. É uma lição e ao mesmo tempo um convite às novas tecnologias.

Boa leitura!

=====================================================

Por Claire Cain Miller, do New York Times – Folha de S. Paulo

Três semanas após Curtis Kimball inaugurar seu carrinho de sobremesas em San Francisco, notou que na fila, entre seus amigos, havia uma pessoa que ele não conhecia esperando para comprar um doce. E como o novo freguês o descobriu? Lendo no Twitter.

Para Kimball, que admitiu que até então não havia “realmente compreendido o propósito do Twitter”, a beleza da divulgação digital de freguês para freguês se tornou imediatamente perceptível. Ele criou uma conta e hoje tem mais de 5.400 seguidores que acompanham seus posts sobre os locais que o carrinho visitará e o cardápio de cada dia. “Eu adoraria dizer que tive uma excelente ideia e estratégia, mas na verdade o Twitter foi essencial para o sucesso do meu negócio”, afirma. Muito se disse sobre a maneira pela qual grandes empresas como Dell e Starbucks usam o Twitter para promover seus produtos e se comunicar com os clientes. Mas hoje em dia as pequenas empresas superam de longe em número as grandes companhias entre os usuários do serviço de microblogs.

Para muitas empresas de varejo desprovidas de orçamento publicitário, o Twitter se tornou o único recurso de marketing. É muito mais fácil estabelecer e atualizar uma conta do Twitter do que manter um site. E, porque os donos de pequenas empresas tendem a trabalhar diretamente com o consumidor, a intimidade propiciada pelo Twitter serve bem a eles. As pequenas empresas tipicamente conquistam mais de metade de seus clientes por meio de divulgação feita espontaneamente por outros consumidores, diz Greg Sterling, analista que estuda a influência da web no consumo e nas empresas locais. E o Twitter é uma manifestação digital disso. Os usuários do Twitter escrevem mensagens de no máximo 140 caracteres, e a cultura do serviço encoraja as pessoas a difundir informações entre os amigos que formam suas redes. O Umi, um restaurante de sushi em San Francisco, chega a receber cinco novos fregueses por noite devido a informações que os consumidores encontram no Twitter, disse Shamus Booth, um dos proprietários. Ele anuncia no Twitter o peixe fresco do dia -”O O-Toro [atum azul] de hoje é um dos mais saborosos e suaves que já servimos”, escreveu Booth em post recente- e oferece saladas de algas gratuitas aos clientes que mencionarem o Twitter.

Mas o serviço não atende apenas a empresas que desejam atrair clientes descrevendo alimentos que dão água na boca. Para Cynthia Sutton-Stolle, coproprietária de um antiquário em uma pequena cidade do Estado do Texas, o Twitter tem servido como forma de encontrar tanto fornecedores quanto clientes, em todo o país. Desde que ela começou a usar o Twitter, em fevereiro, conectou-se a pessoas que produzem luminárias e velas, que posteriormente vieram a encomendar em sua loja, e vendeu alguns milhares de dólares em mercadorias a clientes de fora da cidade de Columbus. “Nós ainda nem criamos um site e não estávamos tentando começar coisa alguma no ramo do comércio eletrônico”, disse. “O Twitter vem sendo uma ferramenta realmente valiosa porque permite que tenhamos alcance nacional, em vez de sermos apenas uma lojinha em uma cidadezinha.”
Chris Mann, dono do Wood -house Day Spa, em Cincinnati, usa o Twitter para divulgar descontos em massagens e serviços de manicure. Promover esses serviços pelo Twitter é mais efetivo do que usar o e-mail. Ele pode fazer atualizações de seu telefone celular, enquanto “todas as outras empresas enviam e-mails”, afirma Mann. Mesmo que os clientes de uma loja não sejam usuários do Twitter, o serviço pode se provar útil para os empresários, diz Becky McCray, que opera uma loja de bebidas em Oklahoma.

Em cidades como a dela, com apenas 5.000 habitantes, os proprietários de empresas de pequeno porte podem se sentir isolados, diz. Mas, por meio do Twitter, ela recebeu dicas sobre impostos de um contador, informações de marketing de um consultor e conselhos sobre como gerir uma empresa iniciante do fundador de diversas companhias de tecnologia. Anamitra Banerji, gerente de produtos comerciais no Twitter, diz que, quando começou a trabalhar para a empresa, vindo do Yahoo!, em março, “imaginava que aqui fosse o lugar em que as grandes empresas estão. Mas o que constato mais e mais, para minha surpresa maior a cada dia, é que temos empresas de todos os tipos”.

O Twitter, que por enquanto ainda não está faturando, no momento concentra esforços em ensinar às empresas como aderir e aproveitar seus recursos, disse Banerji, e a companhia planeja publicar estudos sobre casos bem sucedidos. Ele também está envolvido no desenvolvimento de produtos que o Twitter possa vender a companhias de todos os portes, entre os quais recursos que permitem confirmar contas empresariais e analisar o tráfego em seus perfis.

De acordo com Banerji, os proprietários de pequenas empresas gostam do Twitter porque podem conversar diretamente com os clientes de uma maneira que, no passado, só poderiam fazer em pessoa. “Estamos constatando que a distância emocional entre empresas e consumidores está se encurtando consideravelmente.”

O medo das Redes Sociais chegou à TV jul 16

Antes de mais nada, quero pedir desculpas às pessoas que tem acompanhado nosso blog, pelo período de mais de 10 dias sem novos posts. Isso quer dizer que isso aqui tá uma loucura e, mesmo da “meia noite às seis”, o bixo está pegando!

Bom, o título desse post é polêmico, eu sei. Mas é por isso mesmo que eu coloquei. Na última semana, postei em meu twitter (@felipercarvalho) um ato de ciúme que infelizmente presenciei assistindo a TV Brasileira. A situação foi que o presidente do Palmeiras havia postado em seu twitter, no dia anterior, as 22h, o fracasso nas negociações com o pretendente a novo técnico da equipe e ao mesmo tempo disse à torcida que a diretoria já estava atrás de novos nomes. Pois bem. Isso gerou indignação em parte da imprensa. “A audiência da TV Bandeirantes e da Rádio Bandeirantes é muito maior que a do twitter”, exclamou o comentarista Leandro Quessada. Por alguns instantes o foco da discussão, que deveria ser o esporte, mudou. A apresentadora do programa chegou a explicar, com direito a imagem na tela, o que é o twitter. Então, quando todos pensavam que a discussão havia acabado, Luiz Ceará, reporter da casa, pediu a palavra para contar uma história. “Hoje meu filho de doze anos me perguntou: Papai, você quer fazer seu twitter? E eu respondi para ele: Meu filho, twitter é coisa de muleque da sua idade. Profissional não usa twitter”.

É justamente a partir daí que eu gostaria de fazer uma rápida reflexão. Será que as Redes Sociais estão incomodando tanto a imprensa tradicional? Os blogs e microblogs (como é o caso do twitter) não podem ser considerados novos veículos de imprensa? Quanta coisa nós ficamos sabendo de forma instantânea graças a internet? Creio que alguns profissionais devem adaptar-se às novas formas e ferramentas para se fazer comunicação.

Essa semana tivemos outro exemplo disso. O piloto Nelsinho Piquet anunciou, através de seu twitter, que segue na Renault pelo menos até a próxima etapa do mundial – enquanto todos estavam dando como certa a sua saída após a última corrida. E qual o problema nisso? Quer dizer, se o Nelsinho não quis chamar a imprensa para dar esse comunicado e simplesmente o postou em seu microblog, qual a diferença? Eu mesmo acabei vendo a notícia em um jornal impresso aqui de Curitiba (que falava que o comunicado havia sido feito pelo twitter).

Ora, precisamos pensar mais e falar menos, principalmente em tempos onde a internet cresce a passos largos, enquanto alguns meios de comunicação precisam de balão de oxigênio para sobreviver. É claro que muita coisa tem que ser revista para que as Redes Sociais ganhem ainda mais força (como a política anti-spam), mas em um país onde os consumidores atribuem 60% de credibilidade à um depoimento na internet na hora de comprar um produto*, é meio irresponsável dizer que uma das Redes Sociais que mais cresce no mundo é “coisa de muleque”.

*Pesquisa realizada pelo instituto Nielsen Online, 2009.

Social Media – Tecnisa Parte 2 jun 24

Continuando a escrever sobre a apresentação da Tecnisa no Social Media Brasil…

A cultura Tecnisa está pautada em:

1. Inovação
2. Resultado
3. Experiência

A empresa foi a primeira em:
- Vendas pela internet
- Corretores on-line
- Links Patrocinados
- Atendimento até 24h
- Vídeo atendimento
- Responder e-mail em até 15 minutos
- Ligar para a pessoa interessada em no máximo 30 segundos
- Blog corporativo
- Second Life
- Youtube
- Flickr
- Slideshare
- Facebook
- Twitter
- Gerente de Redes Sociais
- Gay Friendly
- Gerontologia
- Pet Care

Inovação para ser primeira em tudo isso. Resultado que é fundamental (e que é o que interessa ao dono). Experiência que é conquistada com trabalho.

Os gerentes da Tecnisa dizem “Pedimos desculpas. Não pedimos licença”. Errar faz parte do processo. Deixar de fazer, por medo, é ser comum. Ainda segundo eles, o novo profissional de marketing deve saber sobre: cpc, redes sociais, crm, podcast, ctr, twitter, bluetooth, SEM, parada gay, mobile marketing, busca orgânica, SEO, buzzmarketing, rastreamento de boatos, blog, e-mkt, entre outros.

Observando o macroambiente, a Tecnisa chegou ao conceito da nova lógica do consumidor. Segundo eles, a era do vender deu lugar à era do AJUDAR A COMPRAR. Basta acessar o site da empresa e você poderá ver o conceito aplicado na prática.

São tantas inovações e resultados com ações inimagináveis por algumas empresas, que a Tecnisa vira o sonho de “cliente ideal” para qualquer agência.

Ok, muito bonito. Mas e os resultados?

- Em 2008, 27% das vendas foram feitas através do Corretor online;
- Mais de 5 milhões de pessoas visitaram o site da Tecnisa em 2008;
- A empresa aplicou o conceito de encontrabilidade nos investimentos em Links Patrocinados;
- Em 2008 a empresa inaugurou seu perfil no Twitter e este ano (2009) vendeu a primeira unidade de imóvel através da Rede Social, no valor de R$ 500 mil.

Por tudo isso, é fácil creditar confiança e comprar o conceito:
Mais construtora por m²!

Clique aqui e veja a apresentação da Tecnisa no Social Media Brasil, na íntegra!

Fim do MySpace Brasil. E agora? jun 22

BOMBA! (já diria o humorista Leão Lobo)

Hoje, 22/06/09, o MySpace anunciou que vai fechar as portas do seu escritório no Brasil! A notícia pegou todos de surpresa na empresa. Pelo que foi divulgado no Portal da Exame, rolou até um power point de despedida para os funcionários, mas o Diretor da Operação brasileira, Emerson Calegaretti, recusou-se a exibir tal despeito.

Segundo relatos do próprio Calegaretti, o MySpace Brasil era a oitava operação que mais lucrava. Ainda não se sabe o que acontecerá com os acordos com parceiros e anunciantes. O que se sabe é que é possível que se mantenha uma estrutura mínima no Brasil, para manter o site atualizado em português. Até agora a Fox não manifestou-se quanto a isso.

Junto com essa notícia me vieram mais alguns questionamentos: o que será que significa o fechamento da MySpace Brasil? É possível pensar em crise nas Redes Sociais? Será que falta planejamento para manter uma estrutura que cresce desenfreada? E as redes que não geram receitas, vão sobreviver por quanto tempo? E o bam bam bam TWITTER, vai suportar até quando?

Sei que é um turbilhão de perguntas e que muitas delas podem ser até estranhas ou inadequadas, porém, esse acontecimento mais do que inesperado deixa algumas dúvidas no ar! Será que as empresas que estão por trás das redes sociais se planejam para suportar uma crescimento global instantâneo?

É muito cedo para emitir opinião. Vamos ver a repercussão disso e certamente terei uma opinião formada em breve!

Último dado importante: O MySpace é a terceira rede social com mais adeptos no Brasil, com mais de 4% (dados do Ibope/NetRatings).

Mais um case do Twitter jun 18

Esse foi exatamente o assunto do e-mail que recebi essa semana, do meu sócio aqui do escritório!

Já havia postado no blog sobre algumas empresas que souberam usar o Twitter e estavam obtendo ótimos resultados. Nesse caso, eram empresas pequenas, como padaria e pizzaria.

O mais recente case do Twitter vem de uma empresa conhecida mundialmente, a VODAFONE . Por mais que a campanha tenha sido regionalizada, sendo permitida apenas para moradores de Londres-Inglaterra, já é um caso de grande empresa sabendo explorar as redes sociais.

Recentemente, tivemos aqui no Brasil o caso da construtora TECNISA, que vendeu um imóvel de R$ 500 mil pelo twitter (através de uma promoção segmentada).

Caso tenha interesse em conhecer a campanha da VODAFONE, clique aqui.

Minha opinião sobre a utilização das Redes Sociais como meio de campanhas, sejam elas institucionais ou pomocionais, é que a empresa deve estar muito preparada e ter a consciência de que Social Media requer geração de conteúdo, não basta ser uma adaptação de uma campanha off line.

Nosso escritório vem se preparando para oferecer esse serviço aos clientes e prospects.