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A Era da Geração de Conteúdo/Informação fev 12

Ontem escrevi no blog uma coisa que pode ter deixado muita gente encucada. A Era da Informação acabou. Hoje, já estamos vivendo na Era da Geração de Conteúdo/Informação. Peço calma para os xiitas e vou explicar o que significa isso.

Há algum tempo, principalmente com a popularização da telefonia e internet, passamos a viver na era chamada da Informação. Todo conteúdo pode ser transmitido e pulverizado de uma maneira rápida e dinâmica. Basta um palito de fósforo ser riscado no Pólo Norte que em segundos o mundo inteiro fica sabendo. Até aí, nenhuma novidade.

Mas hoje já estamos em um período de transição. Com o advento das redes sociais digitais, como blogs, redes de relacionamento, canais para postagem de vídeos, etc, a era passou a ser a da Geração de Conteúdo/Informação.

Isso é fácil de se explicar. Por onde o mundo teve notícias sobre as manifestações contra o resultado das eleições no Irã? Através de que meio a tragédia da Ilha Grande pode ser vista de todos os ângulos? Você sabia que Bill Clinton precisou ser hospitalizado e passar por um procedimento cirúrgico (muito antes de qualquer jornal noticiar essa informação, a notícia correia solta pela rede, principalmente pelo Twitter).

Com tantas evidências e sabendo que a cada dia o antigo “receptor” passa a tomar mais gosto por ser “emissor”, creio que é lógico e coerente dizer que as informações são geradas por todas as pessoas e não mais por um grupo pequeno, que detinha o poder absoluto e fazia da informação o que bem entendia. É claro que, nesse cenário, crescem também a especulação e as notícias jogadas ao vento. Cabe a cada um saber interpretar e filtrar o que recebe.

arruda é preso em brasília fev 11

É minha gente. Mais uma vez damos espaço para a política em nosso blog.

No ano passado, o tema foi o #forasarney, do twitter, que mobilizou milhões de usuários da rede de microblogs em uma campanha pela democracia. Cheguei a escrever, após ler em fontes de confiança, que o twitter tinha ajudado a pressionar o Senador à renuncia. Foi em vão. Dias depois, tivemos a triste notícia: ”mesmo contra a vontade do povo, eu fico” – não bem com essas palavras, mas o sentimento do brasileiro era esse.

Em novembro passado, em uma manhã, quando me arrumava para ir trabalhar, assisti a notícia do escândalo envolvendo o Arruda, governador do DF.  Com tanta mentira e ouvindo tamanho absurdo dele e dos envolvidos, meu sentimento era de ódio. Certamente, se mora-se na capital federal, estaria junto com os ocupantes da Câmara ou distribuindo panetones na rua. 

Foram meses de enrolação, até que a decisão acertada fosse tomada. Hoje, o Brasil mostrou que pode sim evoluir. E o caminho é esse. Arruda foi preso!
Ele e seus “comparsas” não poderão mais atrapalhar as  investigações, coisa que vinha acontecendo.

Tenho certeza que as redes sociais tiveram grande parcela de contribuição nesse caso. O povo não é burro. Assim como no caso do #forasarney, diversas frentes contra o governador do DF foram erguidas. A moda agora é o #foraarruda.

Até alguns anos atrás, quando ainda não tínhamos tanta penetração das redes sociais no Brasil, manisfestações como esta ficavam restritas a regiões específicas e a meios de comunicação como Jornais, Rádios e TV. Agora, vivendo não mais na Era da Informação, mas na Era da Geração de Conteúdo/Informação, o usuário (nesse caso o cidadão brasileiro) ajuda a espalhar a notícia. E como disse em sábias palavras o Senador Pedro Simom-RS, “a política brasileira vive um novo tempo”. O tempo onde o povo levanta sua bandeira com mais força, penetração e poder de influenciar.

A Era das Redes Sociais está só começando e quem não conseguir se adaptar a ela, será preso, assim como foi Arruda. Nada mais passará impune. Do caso Arruda ao lançamento do novo Google Buzz ou fatos com pessoas que já foram públicas, como Bill Clinton. Tudo será noticiado e viralizado com uma velocidade impressionante! 

Finalizo esse post com a música criada pelos manifestantes que estão de plantão em frente à PF de Brasília: “Um, dois, três. Arruda no xadrez!”

Marketing Social em 2010 fev 02

2010 está a toda! O mês de janeiro já passou e entramos naquela época pré-carnaval. Para alguns, tempo de curtir, para depois pensar em negócio. Já, para empresários inteligentes, o trabalho já começou!!!

Percebemos que pela movimentação do final de 2009 e início de 2010, teremos um ano de marketing social “bombando”. O que muita gente ainda não sabe, por mais que o assunto seja batido em fóruns e eventos da área, é que esse tipo de ação dá muito mais trabalho e exige muito mais das empresas do que elas estão acostumadas.

Para um bom trabalho de marketing social acontecer, acabou aquela história de “largar” tudo na mão da agência e do Diretor de Marketing. A empresa toda precisa se envolver. Desde o principal executivo até o cargo mais operacional. Afinal, marketing social exige replicar conteúdo, fazer com que ele se espalhe e viralize.

As ações mais conhecidas e que estão no auge são as de interação com redes sociais, como twitter, orkut, facebook e assim por diante. São inúmeros cases de sucesso do twitter, cases do orkut e cases do facebook, cada um contando quais foram as ideias e ações realizadas por uma marca. A unica coisa que quase ninguém diz é o investimento de pessoal que a ação exigiu.  E olha que isso faz toda a diferença quando falamos em redes sociais.

Gerar conteúdo é fácil. Gerar conteúdo relevante é difícil, exige muito trabalho e isso pede gente com vontade de fazer. Certa vez uma pessoa me disse que queria ver a sua empresa no twitter e orkut, fazer um “marketing de massa” e para isso ia delegar que seu assessor de marketing cuidasse do projeto.
Começou errado. Rede social não é marketing de massa, e sim de nicho. Você vai falar com públicos específicos que querem trocar informações com você. Depois, disse que o assessor de marketing seria o responsável. Oras, creio que é muito importante o marketing estar por dentro desses projetos, diria que é vital, porém, essa empresa tinha apenas uma pessoa para o marketing de três unidades e regionais. Como ela daria conta de fazer tudo? Resultado: o projeto não saiu do papel.

A intenção desse post é conscientizar a todos e dizer que sim, 2010 é o ano do marketing social. Mas, pelo amor de Deus, quando decidir investir em marketing social, contrate gente especializada e tenha a consciência de que toda a empresa terá que trabalhar!

Outra coisa importante é saber o que faz parte de um pacote de marketing social. Além das interações com redes sociais, outra ação que cresce muito é a de otimização do site da empresa, chamado de SEO. Aqui mesmo no nosso blog temos vários posts sobre o assunto. Em 2010, lançamos um braço da FWF, chamado SEOCuritiba, para atender a demanda dessa área tão importante para o marketing social.

Por fim, estudem muito o seu negócio antes de investir em qualquer ação de marketing, principalmente o social, onde a empresa terá que estar preparada para ouvir e assimilar muitos elogios, sugestões e críticas.

O medo das Redes Sociais chegou à TV jul 16

Antes de mais nada, quero pedir desculpas às pessoas que tem acompanhado nosso blog, pelo período de mais de 10 dias sem novos posts. Isso quer dizer que isso aqui tá uma loucura e, mesmo da “meia noite às seis”, o bixo está pegando!

Bom, o título desse post é polêmico, eu sei. Mas é por isso mesmo que eu coloquei. Na última semana, postei em meu twitter (@felipercarvalho) um ato de ciúme que infelizmente presenciei assistindo a TV Brasileira. A situação foi que o presidente do Palmeiras havia postado em seu twitter, no dia anterior, as 22h, o fracasso nas negociações com o pretendente a novo técnico da equipe e ao mesmo tempo disse à torcida que a diretoria já estava atrás de novos nomes. Pois bem. Isso gerou indignação em parte da imprensa. “A audiência da TV Bandeirantes e da Rádio Bandeirantes é muito maior que a do twitter”, exclamou o comentarista Leandro Quessada. Por alguns instantes o foco da discussão, que deveria ser o esporte, mudou. A apresentadora do programa chegou a explicar, com direito a imagem na tela, o que é o twitter. Então, quando todos pensavam que a discussão havia acabado, Luiz Ceará, reporter da casa, pediu a palavra para contar uma história. “Hoje meu filho de doze anos me perguntou: Papai, você quer fazer seu twitter? E eu respondi para ele: Meu filho, twitter é coisa de muleque da sua idade. Profissional não usa twitter”.

É justamente a partir daí que eu gostaria de fazer uma rápida reflexão. Será que as Redes Sociais estão incomodando tanto a imprensa tradicional? Os blogs e microblogs (como é o caso do twitter) não podem ser considerados novos veículos de imprensa? Quanta coisa nós ficamos sabendo de forma instantânea graças a internet? Creio que alguns profissionais devem adaptar-se às novas formas e ferramentas para se fazer comunicação.

Essa semana tivemos outro exemplo disso. O piloto Nelsinho Piquet anunciou, através de seu twitter, que segue na Renault pelo menos até a próxima etapa do mundial – enquanto todos estavam dando como certa a sua saída após a última corrida. E qual o problema nisso? Quer dizer, se o Nelsinho não quis chamar a imprensa para dar esse comunicado e simplesmente o postou em seu microblog, qual a diferença? Eu mesmo acabei vendo a notícia em um jornal impresso aqui de Curitiba (que falava que o comunicado havia sido feito pelo twitter).

Ora, precisamos pensar mais e falar menos, principalmente em tempos onde a internet cresce a passos largos, enquanto alguns meios de comunicação precisam de balão de oxigênio para sobreviver. É claro que muita coisa tem que ser revista para que as Redes Sociais ganhem ainda mais força (como a política anti-spam), mas em um país onde os consumidores atribuem 60% de credibilidade à um depoimento na internet na hora de comprar um produto*, é meio irresponsável dizer que uma das Redes Sociais que mais cresce no mundo é “coisa de muleque”.

*Pesquisa realizada pelo instituto Nielsen Online, 2009.

Mais um case do Twitter jun 18

Esse foi exatamente o assunto do e-mail que recebi essa semana, do meu sócio aqui do escritório!

Já havia postado no blog sobre algumas empresas que souberam usar o Twitter e estavam obtendo ótimos resultados. Nesse caso, eram empresas pequenas, como padaria e pizzaria.

O mais recente case do Twitter vem de uma empresa conhecida mundialmente, a VODAFONE . Por mais que a campanha tenha sido regionalizada, sendo permitida apenas para moradores de Londres-Inglaterra, já é um caso de grande empresa sabendo explorar as redes sociais.

Recentemente, tivemos aqui no Brasil o caso da construtora TECNISA, que vendeu um imóvel de R$ 500 mil pelo twitter (através de uma promoção segmentada).

Caso tenha interesse em conhecer a campanha da VODAFONE, clique aqui.

Minha opinião sobre a utilização das Redes Sociais como meio de campanhas, sejam elas institucionais ou pomocionais, é que a empresa deve estar muito preparada e ter a consciência de que Social Media requer geração de conteúdo, não basta ser uma adaptação de uma campanha off line.

Nosso escritório vem se preparando para oferecer esse serviço aos clientes e prospects.